Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

Por uma santidade vigilante e libertadora

Por uma santidade vigilante e libertadora
12 de novembro de 2021 Zwei Arts

Leia a reflexão sobre Marcos 13,24-32, texto de Marcos Aurélio dos Santos

Boa leitura!

No Evangelho de Hoje, iremos refletir sobre um trecho do capítulo treze do Evangelho de Marcos. O ensino de Jesus nessa passagem é sobre serviço e a vida de santidade, e já podemos começar com uma pergunta: o que temos aprendido sobre santidade em nossa caminhada como discípulas e discípulos de Jesus? Qual a definição que temos sobre santidade? O que significa viver em santidade em um mundo cheio de desafios, sobretudo nos dias de hoje?

Por várias décadas, nos foi ensinado que, para viver uma vida de santidade, é preciso se afastar das coisas mundanas, onde o legalismo se ocupou em elaborar uma lista de práticas pecaminosas e abomináveis aos olhos de Deus. O que é proibido e o que é lícito é o que define a vida de santidade. Nessa esfera de “santidade”, os que pretendem seguir a Jesus passam a viver em uma realidade distante, isolados do tempo e da história, sem envolvimento com as mazelas no mundo de hoje.

Mas o ensino de Jesus caminha para outra direção. Viver em santidade não é um chamado para o isolamento da sociedade, ao contrário, a vigilância acontece em uma vida de serviço, amor e fraternidade. Jesus entrega aos discípulos e discípulas a missão do serviço, em vigilância, assim, realizada a missão, entregar ao seu Mestre bons frutos, frutos de esperança e partilha.

A santificação não é a prática dos velhos religiosos, pautada nos ritos do templo e no cumprimento das leis, a santificação brota do coração dos apaixonados pelo Evangelho libertador de Jesus de Nazaré, que se misturam com o povo, que escuta o seu sofrimento e luta, que age diante dos múltiplos desafios da vida, a santificação deve abrir nossos olhos para o tempo de hoje, nos libertando das velhas práticas religiosas do passado, vida abundante, na esperança e na fé.

Uma leitura a partir do contexto, nos Evangelhos, o ensino de Jesus aponta para um caminho de libertação, por isso, urge uma atenção e reação a tudo que oprime, sobretudo os pobres. No trecho do Evangelho de Marcos, Jesus usa a figura do Senhor que entrega aos servos uma missão, e adverte sobre a importância da vigilância até a sua vinda. Essa missão está profundamente ligada ao cuidado e serviço às pessoas, às lutas libertárias nos diversos lugares, ao contrário das velhas práticas do legalismo, nossa missão hoje é o amor e a partilha.

No texto do Evangelista Marcos, Jesus também fala de tribulação (sofrimento), e, certamente é uma palavra para nossos dias. Quantos dos nossos irmãos e irmãs vivem em tribulação? Desemprego, fome, violência e etc. São milhões de oprimidos. Portanto, urge a missão vigilante da luta libertadora aqui e agora.

Marcos Aurélio dos Santos, teólogo popular e membro do CEBI RN.