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Evangelho de domingo: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”

Evangelho de domingo: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio”
6 de junho de 2019 CEBI Secretaria de Publicações

via Luteranos*

Leia a reflexão do evangelho sobre João 20.19-23. O texto pertence a Júlio Cézar Adam, e foi publicado pelo site Luteranos.

Boa leitura!

Introdução

O texto do evangelho, que é o texto da pregação, fala da aparição do Jesus ressuscitado aos discípulos no domingo da Páscoa. Aqui, Jesus sopra sobre os discípulos o Espírito Santo, enviando-os para a missão de perdoar pecados. A ação do Espírito aqui está diretamente relacionada ao Cristo ressuscitado. O Espírito é o novo sopro de vida (Gn 2.7), fortalecendo a comunidade dos discípulos, célula geradora da igreja, para sua missão de expandir ao mundo o perdão gerado na cruz por Cristo.

Há, portanto, uma riqueza imensa na compreensão de Pentecostes a partir dessa constelação de textos. A ação do Espírito Santo é mais ampla e abrangente do que apenas o relato de Atos 2.1-11, que é o relato mais conhecido. A celebração de Pentecostes é um momento para entender essa diversa, ampla e generosa ação de Deus, por meio de seu Espírito, ao longo da caminhada dele com seu povo e sua criação. O texto do Evangelho de João 20.19-23 não é uma substituição do relato de Pentecostes. Quer sim narrar uma manifestação do Espírito Santo, um ingrediente fundamental para enriquecer a grande manifestação de Pentecostes, conforme relata Atos.

É muito importante falar de Pentecostes e falar do Espírito Santo às nossas comunidades. Já de antemão, podemos dizer que Pentecostes tem a ver com a própria dinâmica do Espírito. Ou seja, o próprio Espírito não se contenta com apenas uma manifestação. Pentecostes remete a uma variedade de manifestações de uma força que vai além daquilo que conseguimos prever e estabelecer (cf. Números 11.24-30). O mesmo Espírito age em pessoas e desperta dons e carismas pessoais e diversos para serem usados em um mesmo corpo, a igreja. O que cria a unidade não é a mesmice de dons e carismas, mas a diversidade de dons provenientes de cada pessoa e tocadas pelo Espírito (cf. 1Cor 12.3b-13). A ação do Espírito está total e fundamentalmente vinculada à ressurreição de Cristo, ao evento da cruz, à Páscoa. A ação do Espírito tem a ver com Jesus Cristo. A partir dele, de seu sopro novo, uma nova realidade é criada: a igreja do perdão.

Meditação

Assim como em todo o Evangelho de João, cada parte desse pequeno texto e cada versículo estão intimamente relacionados entre si e, ao mesmo tempo, com todo o evangelho. A ressurreição de Cristo torna-se visível na paz, no shalom, presente na comunidade. Essa paz, no entanto, existe por causa do perdão conquistado por Cristo na cruz. Apropriamo-nos ou temos parte nesse perdão, não por nosso esforço ou mérito. Ele é dado a nós pelo próprio Cristo. É graça. E mais: não é algo para o nosso benefício apenas, como muitos pensam hoje. Essa realidade de paz, alicerçada no perdão de Cristo e tornada viva em nós pela ação do Espírito, em nós é algo para ser expandido através da igreja, ou seja, através do serviço de perdoar e reter pecados de pessoas mundo afora.

A ressurreição de Jesus Cristo e sua manifestação são motivo de grande alegria. Essa manifestação tira o medo daqueles que estão trancados em uma casa, libera-nos de nossas prisões. Se a grandeza dessa manifestação do Cristo crucificado e agora ressuscitado ainda não fosse suficiente para nos encorajar, então o sopro do Espírito Santo, a ação do Espírito, completaria o que nos falta. No Domingo de Pentecostes, é oportuno reforçar essa verdade. É o sopro do Espírito que permite que a ressurreição seja uma realidade entre nós. E mais: é o Espírito Santo que permite que nossas comunidades existam como realidades em que a paz acontece. Paz não como um sentimento apenas, mas como uma nova realidade, algo concreto.

O mesmo Espírito que nos viabiliza viver e entender essa nova realidade de paz e perdão envia-nos e espalha perdão ao mundo. É muito importante reforçar esta ideia: o perdão não nos é dado apenas por causa de nós, pessoas isoladas. O perdão nos é dado, sim, para que, perdoados, possamos tomar como incumbência a tarefa de perdoar e reter pecados de pessoas. Essa é a missão da igreja hoje. A igreja é feita de cada um de seus membros. Ela é a presença de Cristo no mundo. A igreja, seus membros, corpo de Cristo, é o Cordeiro de Deus vivo que tira o pecado do mundo (Jo 1.35-40).

Parece-me que essa missão deveria ser levada mais a sério como incumbência. A partir de nosso texto, podemos dizer que:

  • a realidade da ressurreição está diretamente relacionada ao perdão dos pecados;
  • esse perdão nos é dado por Cristo na cruz, de modo que já estamos em paz com ele;
  • o perdão nasce dessa paz e gera a paz que o mundo não pode dar;
  • pregar o evangelho é perdoar e reter pecados;
  • essa tarefa é o motivo pelo qual a igreja é enviada, por Cristo, ao mundo.

A pregação, portanto, deveria trabalhar o aspecto do perdão. No centro de tudo está o perdão. Páscoa e Pentecostes giram em torno desse termo. Mas o perdão dos pecados não precisa ser encarado com pesar, tristeza, com julgamentos e moralismos. Em João, o perdão está rodeado pela Páscoa e pelo Pentecostes, pela alegria e pela paz. Perdão significa o fim do medo. Em que medida a comunidade e a igreja têm sido espaços desse perdão e dessa reconciliação? Em que medida a comunidade cristã é o espaço daqueles que carecem do perdão? É a comunidade um espaço de pecadores ou apenas daqueles “dignos”, “santos”? A comunidade tem ido ao mundo para perdoar e reter perdão? E, olhando do lado da comunidade, do lado das pessoas de hoje, cabe a pergunta: De que as pessoas necessitam perdão? Ou: Quais são os pecados que as pessoas cometem? Se a pregação abrisse um espaço para o diálogo sobre essas questões, seria muito bom. Arrisco dizer que falar de perdão e de pecados hoje obriga-nos a sair da dimensão apenas ontológica e dogmática. Deve ser uma dimensão teológica, ou seja, vinculada à vida vivida.

Precisamos olhar o dia a dia, nossa falta de tempo, a fragilidade de nossas relações, o individualismo e o isolamento, o consumismo de coisas e de pessoas, a degradação do planeta e da vida, a falta de sentido e esperança dos jovens, nossas doenças, em grande medida causadas por nossos alimentos contaminados e nosso estilo de vida degradante, a miséria da maioria das pessoas em todas as partes, as tantas injustiças e abusos, a violência que está à espreita em todo canto. Parece que constantemente temos perdido o fio da própria vida. É um pecado contra Deus, mas também contra a vida, contra nós mesmos. Nosso pecado deixa-nos com medo de sair à rua (situação dos discípulos). Para cada uma dessas expressões há uma centena de exemplos concretos e reais. Em cada um deles está nosso pecado, que precisa ser redimido e retido. Que o Espírito Santo, que sempre pôs o mundo e a vida em movimento, nos toque neste culto de Pentecostes através da pregação, para que o perdão seja uma realidade viva. Que o Espírito faça a Páscoa do Cristo ressuscitado, paz convosco, ser uma realidade em nossa comunidade e, através dela, no mundo, até que ele volte.

Fonte: http://www.luteranos.com.br/conteudo/joao-20-19-23-2

Proclamar a libertação 38

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