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A verdadeira oração: O fariseu e o publicano

A verdadeira oração: O fariseu e o publicano
21 de outubro de 2019 CEBI Secretaria de Publicações

Leia a reflexão do evangelho sobre Lucas 18,9-14. O comentário é de Carlos Mesters e Mercedes Lopes.

Boa leitura!

No texto de hoje, Jesus fala sobre uma parábola, na qual o avesso é o lado certo. Ela mostra que Jesus tinha outra maneira de ver a vida. Jesus conseguia enxergar uma revelação de Deus lá onde todo o mundo só enxergava coisa ruim. Por exemplo, ele via algo de positivo no publicano, de quem todo mundo dizia: “Ele nem sabe rezar”. Jesus vivia tão unido ao Pai pela oração, que tudo se tornava expressão de oração para ele.

SITUANDO

Neste texto, Jesus trata da oração. É a segunda vez que Lucas traz palavras de Jesus para ensinar como rezar. Na primeira vez (Lucas 11,1-13), ensinou o Pai-Nosso e, por meio de comparações e parábolas, ensinou que devemos rezar com insistência, sem esmorecer (cf. Lucas 18,1-8). Agora, nesta segunda vez, ele recorre à parábola tirada da vida para ensinar sobre a humildade. A maneira de apresentar a parábola é muito didática. Primeiro Jesus faz uma breve introdução que serve de chave de leitura. Em seguida, conta a parábola. No fim, o próprio Jesus faz a aplicação, mostrando que o avesso é o lado certo.

COMENTANDO – Lucas 18,9-14: o fariseu e o publicano

Lucas 18,9: A introdução

A parábola é introduzida com a seguinte frase: “Contou ainda esta parábola para alguns que, convencidos de serem justos, desprezavam os outros!” A frase é de Lucas e se refere, simultaneamente, ao tempo de Jesus e ao tempo do próprio Lucas, em que as comunidades da tradição antiga desprezavam as que vinham do paganismo.

Lucas 18,10-13: A parábola

Dois homens sobem ao Templo para rezar: um fariseu e um publicano. Na opinião do povo daquela época, um publicano não prestava para nada e não podia dirigir-se a Deus, pois era uma pessoa impura. Na parábola, o fariseu agradece a Deus por ser melhor do que os outros. A sua oração nada mais é do que um elogio de si mesmo, uma auto-exaltação das suas boas qualidades, um desprezo pelos outros. O publicano nem sequer levanta os olhos, bate no peito e apenas diz: “Meu Deus, tem dó de mim que sou um pecador!” Ele se coloca no seu lugar diante de Deus.

Lucas 18,14: A aplicação

Se Jesus tivesse deixado o povo dizer quem voltou justificado para casa, todos teriam dito: “É o fariseu”. Jesus, no entanto, pensa diferente. Quem voltou justificado, isto é, em boas relações com Deus, não é o fariseu, mas sim o publicano. Novamente, Jesus virou tudo pelo avesso. Muita gente não deve ter gostado da aplicação que Jesus fez desta parábola.

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