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Sudão do Sul declara fome em partes do país; escassez atinge 5 milhões

Sudão do Sul declara fome em partes do país; escassez atinge 5 milhões
21 de fevereiro de 2017 Centro de Estudos Bíblicos

O governo do Sudão do Sul e agências da ONU (Organização das Nações Unidas) declararam nesta segunda-feira (20) situação de fome em várias zonas do país, onde 5 milhões de pessoas, a metade da população, sofrem com a falta de alimentos.

Algumas zonas do estado de Unidade, no norte do país, estão em situação de “fome ou risco de fome” provocada pela guerra que atinge o Sudão do Sul há mais de três anos, declarou Isaiah Chol Aruai, presidente do Escritório Nacional de Estatísticas do Sudão do Sul.

“A convergência de provas mostra que os efeitos no longo prazo do conflito, junto com os altos preços dos alimentos, a crise econômica, a baixa produção agrária e as poucas opções de subsistência” poderão afetar até 5,5 milhões de pessoas até julho, disse.

A classificação da fome corresponde a uma escala reconhecida internacionalmente na qual uma falta extrema de alimentos comporta a inanição e a morte.

“A principal tragédia do relatório apresentado hoje (…) é que se trata de um problema provocado pelo homem”, denunciou Eugene Owusu, coordenador humanitário da ONU para o Sudão do Sul. Ele afirmou que o conflito e a insegurança vivida pelos trabalhadores humanitários, que foram atacados durante o exercício de sua profissão, assim como o saque de “bens humanitários” agravaram a crise.

O diretor da Unicef, agência da ONU para a infância, no Sudão do Sul, Jeremy Jopkins, declarou que caso a ajuda humanitária não chegue em breve ao país “muitas crianças morrerão”. Segundo ele, mais de 250 mil crianças estão gravemente desnutridas no país.

Não é a primeira vez que o Sudão do Sul enfrenta uma crise de fome. Ao menos 70 mil pessoas morreram devido à falta de alimentos em 1998, durante conflitos pela independência em relação ao Sudão –  a qual foi conquistada apenas em 2011.

A guerra civil no Sudão do Sul, rico em petróleo, explodiu em 2013, dificultando a produção de alimentos e encarecendo as importações.


Fonte: Informações de France Press, publicado em Folha de S. Paulo, 20/02/2017.
Imagem: Albert Gonzalez Farran/AFP