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Os protestantes e a Ditadura: colaboração e resistência

Os protestantes e a Ditadura: colaboração e resistência
9 de julho de 2019 Comunicação

via CONIC*

Baixe o livro “Memórias Ecumênicas Protestantes no Brasil” aqui: https://bit.ly/2fARIgC

Esta obra coletiva, organizada pelo cientista da religião Zwinglio Dias, vinculada ao Projeto Marcas da Memória, do Ministério da Justiça, é uma contribuição singular à historiografia do período da ditadura civil-militar. Trata-se de um conjunto de análises e de testemunhos coligidos, conformando uma narrativa de experiências de um protestantismo bastante desconhecido da população brasileira, em especial dos próprios evangélicos.
A abertura é um estudo de José Bittencourt Filho que contextualiza o protestantismo libertário e ecumênico dos anos 1950 1960 e as agruras que vieram a atingir significativos setores juvenis das igrejas protestantes. Segue ao estudo um conjunto de testemunhos, que relatam em primeira pessoa os engajamentos, as perseguições e os processos de enfrentamento do duplo terrorismo, o do Estado e o das igrejas. Este miolo é um acervo documental para que as gerações de pesquisadores possam fazer interpretações das trajetórias protestantes libertárias, na defesa dos direitos humanos e da democracia, durante a ditadura civil-militar brasileira.
Na sequência, há um estudo sobre novos modelos de ações de juventudes protestantes, na busca de mais direitos, elaborado pelo teólogo Daniel Sousa, que identifica no Brasil de hoje essas mutações, e um estudo sociológico, de Leonildo Silveira, sobre a condição protestante que se abriu com todas aquelas lutas do passado. Oferece ainda, como (in)conclusão, Jorge Atilio Silva Iulianelli, uma reflexão teo filosófica que interage com as tramas do passado e do presente, indicando as luzes que os relatos e estudos lançam para as lutas futuras por mais direitos, sustentadas pelas pessoas comprometidas com as utopias jesuânicas.
O conjunto dessas contribuições instiga a pensar as relações entre memória subversiva e construção da história. Recuperando um jargão de KOINONIA, pode se dizer que este é um estudo com a marca da teologia da proscrição, porque se assume comprometido com os proscritos pelos podres poderes, denunciando toda idolatria da Morte e anunciando o inarredável compromisso esperançoso com a promoção dos direitos, com a fé em Deus, fé na Vida.
Com informações de Koinonia. Publicado por CONIC.