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Josée Ngalula é a primeira mulher africana a ser nomeada para a Comissão Teológica Internacional

Josée Ngalula é a primeira mulher africana a ser nomeada para a Comissão Teológica Internacional
6 de outubro de 2021 Comunicação

Dra. Josée Ngalula, uma congolesa e membro das Irmãs de Santo André, é uma das cinco mulheres nomeadas à think tank teológica do Vaticano.

A reportagem é de Lucie Sarr, publicada por La Croix, 01-10-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Papa Francisco nomeou a Dra. Josée Ngalula, de 61 anos, irmã de Santo André, como a primeira mulher africana a ser membro da Comissão Teológica Internacional.

A religiosa congolesa leciona Teologia Dogmática em vários institutos na África.

Ela nasceu em 28 de janeiro de 1960.

Na sua adolescência, ela entrou para a Congregação das Irmãs de Santo André, fazendo seus primeiros votos em 1979 e os votos perpétuos em 1993.

A irmã Ngalula estudou Filosofia de 1981 a 1983 no seminário maior de Lubumbashi, na República Democrática do Congo.

Ela então estudou na Universidade Católica de Lyon, na França, de 1984-89, completando seus dois primeiros anos de Teologia.

Ela graduou-se em Teologia em 1992.

teóloga congolesa fez um ano de estudos de língua inglesa de 1989-1990 em Birmingham, Inglaterra, onde ela também seguiu um curso prático em ecumenismo e diálogo inter-religioso.

Ela entrou em um programa de doutorado na Universidade Católica de Lyon em 1997, e três anos depois defendeu sua tese, que avaliou os esforços de tradução no contexto da missão cristã (problema de tradutologia e lexicologia Cristã).

A irmã Ngalula atualmente leciona em vários institutos teológicos no continente africano.

Notavelmente, ela é professora da Faculdade de Teologia na Universidade Católica do Congo e no Instituto Ecumênico Al Mowafaga, em Rabat, Marrocos.

 

Formação para leigos e religiosos, e acompanhamento pastoral das vítimas de abusos

Desde 2000, a irmã Ngalula tem dado cursos de formação para leigos em paróquias em Kinshasa e no Centro Bíblico Liloba, na RD-Congo.

Ela também dá cursos de formação doutrinal em casas de formação de religiosos em Kinshasa.

Desde 2004 ela tem dado acompanhamento pastoral às vítimas de abusos sexuais nas estruturas da Igreja Católica.

Atenta às situações de violência na África e no mundo, ela se especializou em “violentologia”, com muitas publicações relacionadas ao problema da violência humana no contexto religioso e em nome da religião.

Desde 2018 ela é diretora do Observatório sobre Violência Religiosa e Fundamentalismo Religioso na RD Congo, na Universidade Católica do Congo.

Promoção de idomas africanos

 

Entre 1994 e 2020, ela escreveu 75 publicações.

A irmã Ngalula mantém o interesse em promover os idiomas africanos.

Ela também publicou trabalhos no campo da tradução e lexicologia cristã em diversas línguas africanas.

Por fim, ela também iniciou e supervisionou uma coleção chamada “Bíblia e Mulheres na África”, a qual ela define como “um lugar de aprendizado para a teologia que escuta para ir ao encontro entre o ser humano e Deus nos desafios particulares do contexto africano”.

Fonte : Portal do Instituto Humanitas- Unisinos/Adital