Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

Dia Mundial de Oração 2016

Dia Mundial de Oração 2016
3 de março de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
Imagem de capa: reflexão da bíblia

 “Quem receber esta criança em meu nome, a mim me recebe.”

Estudo Bíblico 1
Receber as crianças
Texto Bíblico – Marcos 10.13-16

Narradora: Imaginemos que fazemos parte de uma reunião na comunidade do Evangelista Marcos. Nós participamos do processo da redação do documento base do Evangelho. Escutemos os testemunhos:

Mulher 1: Somos membros, homens e mulheres, das primeiras comunidades cristãs de Roma, que participamos ativamente da redação do “Evangelho de Jesus, o Messias, o Filho de Deus” (1.1) por volta do ano 71 D.C. Para entender bem sua mensagem, cremos ser importante que todos estejam cientes de onde e como nasceu este livro, quais situações, quais motivos e com qual finalidade foi escrito.

Para ser sincera, esta obra não surgiu do nada. Surgiu da vida e do caminhar de nossas comunidades. Foi nascendo pouco a pouco, provocado pela pregação dos apóstolos, dos missionários e missionárias itinerantes que visitavam as comunidades. Foi aproveitada a memória composta de muitos testemunhos mantidos vivos nas tradições orais transmitidas nas comunidades, talvez por nossas mães e avós, nas celebrações e nas reuniões de reflexão. Todo este material foi organizado tendo em conta a vida e as situações concretas das comunidades. Nossa intenção foi manter viva a memória da vida de Jesus, para que essa memória sirva de orientação decisiva para o caminhar difícil pelo que estamos passando.

Mulher 2: O Evangelho de Marcos foi escrito quarenta anos depois da morte e ressurreição de Jesus. Portanto, foi bastante tempo depois, quando havia dezenas de comunidades espalhadas por várias regiões do Império Romano. Através de pessoas cristãs e missionárias itinerantes que passaram ou viveram em Roma, tínhamos notícias de muitas comunidades espalhadas por todo o mundo, com suas alegrias, suas dificuldades e esperanças (I Tessalonicenses 1.7-8). Graças aos muitos caminhos e aos muitos barcos que circulavam pelo Mediterrâneo, era bastante fácil o intercâmbio de notícias entre as comunidades espalhadas pelo Império (Romanos 1.8; Atos 18.1-3; I Pedro 1.1). Este intercâmbio de notícias animava-nos bastante e nos dava mais força para o caminho.

A situação dura e conflitiva marcou profundamente toda a composição do livro. Perseguições, ameaças, calúnias, suspeitas, eram nosso pão de cada dia. Não foi fácil encontrar tempo e lugar para a redação, além do tempo necessário para o cuidado da casa e de nossos filhos. O Evangelho foi escrito pouco a pouco, por pedido das comunidades. Foi escrito nas próprias comunidades, em um clima de muita abertura à presença do Espírito e à voz de Deus.

Mulher 3: Sim, foi escrito por nós, homens e mulheres membros ativos das comunidades que, apesar das fragilidades, buscamos ser discípulas e discípulos de Jesus e testemunhas de seu Reino. Nosso testemunho está presente no evangelho. O livro foi escrito baseado e inspirado no testemunho dos que conviveram mais próximos de Jesus. Tivemos a sorte de que alguns deles viveram conosco, como Pedro e Marcos (I Pedro 5.13).

Mulher 4: São muitos os temas que poderíamos abordar sobre a realidade de meninos e meninas de nossa época, mas escolhemos este como exemplo do desafio que Jesus apresentou para entendermos as relações dentro da comunidade, o cuidado com os grupos mais vulneráveis e os requisitos para viver e construir o Reino de Deus.

No império romano uma das práticas mais bárbaras de comportamento adulto com relação aos meninos e meninas era o abandono do recém-nascido, e isso é comprovado pelo direito que se concedia ao chefe de família. O recém-nascido deveria ser colocado aos pés do chefe de família e se este não o levantasse do solo, não poderia ser criado pela família.

Os motivos para o abandono de crianças podiam ser vários, mas o que mais pesava era a razão socioeconômica da maioria da população, que se caracterizava pela mais absoluta miséria.

No judaísmo não se permitia nem a rejeição nem a morte do recém-nascido. No entanto, o pai judeu podia vender ou empenhar seus filhos. Desde pouca idade deviam ajudar seus pais no trabalho. Dessa maneira também contribuíam para a subsistência da família.

Narradora: Busquemos no texto bíblico as luzes que nos guiem através da vida. Destaquemos a expressão “Receber as crianças”.

Leitura: Marcos 9.33-37: “Quem receber esta criança em meu nome, a mim me recebe.”

Jesus regressa a Cafarnaum e, ao chegar à casa (talvez a de Pedro e André), pergunta aos discípulos qual assunto estavam discutindo pelo caminho. O silêncio deles evidencia o reconhecimento inapropriado do tema da discussão. O Evangelista assinala que Ele se assenta porque esta é a posição do mestre; aquele que vai falar tem caráter didático. O que diz a seguir causa surpresa em sua época, tendo em conta que seu auditório é de homens. Jesus toma um menino e afirma que quem recebe um menino recebe a Ele e quem recebe a Ele recebe a Deus. O impactante da expressão não é percebido facilmente por quem, na atualidade, lê a passagem com o foco na inocência da infância com que se interpreta este fato. Para os discípulos, a criança no tempo de Jesus “não era uma pessoa”, devia estar com as mulheres, que tampouco eram consideradas “pessoas” e, por isso, não deviam estar com os mestres e seus seguidores.

Dizer que quem recebe a Jesus recebe a Deus não é problema, mas dizer que quem recebe um menino recebe a Jesus, é inconcebível. O menosprezo para com a infância era tal que entre os romanos era comum que, quem necessitasse de um herdeiro, adotava um adulto e não um menino. O exemplo de Jesus apresenta o menino, que é invisível socialmente, como seu representante, e isso muda totalmente os valores de dignidade sustentado em sua época.

Leitura: Marcos 10.13-16: “Deixai vir a mim os meninos …”

Jesus, recebendo os meninos e as meninas, permitiu também receber as mães e as avós que os traziam. Isto era como receber os “sem status” de poder em uma contraposição de valores de honra e grandeza de sua época. Além disso, era receber toda a realidade que rodeava essas crianças; ou seja, sua situação econômica, física e psicológica.

A conduta de Jesus se projeta para corrigir não ideias sobre crianças e pessoas que não têm poder na sociedade, mas para corrigir a conduta dos adultos. Baseia-se no ensino de receber o outro. Os sinais do Reino apontam para a reconstrução e reconciliação de novas relações harmônicas, e nesse processo os meninos e as meninas são parte ativa.

A comunidade de Marcos recupera esse fato para repensar sua maneira de ser Igreja. Qual modelo de comunidade que o texto nos oferece? A Igreja é uma comunidade onde se vivem antecipadamente os sinais do reino. Assim a Igreja, como espaço de formação educativa e de valores, recebe a infância, não por imposição, mas por sentir sua dependência da comunidade. À medida em que formamos meninos e meninas, nós criamos neles uma consciência de comunidade com o rosto do Reino e depois, quando forem adultos, poderão dar testemunho disso.

Tanto em Marcos 9.37 como em 10.15, é assinalada a responsabilidade de acolher os que são vulneráveis ou considerados sem valor na sociedade. Esta atitude corrigia critérios éticos da época e possibilitava uma comunidade que desse continuidade à missão de Jesus.

Perguntas para conversação:

– O que evoca o texto?
– Quem levou as crianças a Jesus? O pai, a mãe, o irmão mais velho, as avós? Que reação de Jesus esperavam ao conduzirem as crianças até ele?
– Quais crianças foram conduzidas a Jesus para que as tocasse – crianças saudáveis, enfermas, deficientes, órfãs?
– O que significava a bênção de Jesus para elas?
– O que significa, sob a perspectiva de Jesus, receber as crianças e o que esse ensino significa para nós, hoje?

Para acessar o material adicional do Dia Mundial de Oração 2016, clique aqui.

Liga228 situs judi bola merupakan situs judi bola online dengan pasaran terlengkap.

Kunjungi situs judi bola terlengkap dan terupdate seluruh asia.

Situs sbobet resmi terpercaya. Daftar situs slot online gacor resmi terbaik. Agen situs judi bola resmi terpercaya. Situs idn poker online resmi. Agen situs idn poker online resmi terpercaya. Situs idn poker terpercaya.

situs idn poker terbesar di Indonesia.

List website idn poker terbaik.

Game situs slot online resmi

slot hoki terpercaya

slot terbaru

rtp slot gacor

agen sbobet terpercaya

slot online judi bola terpercaya slot online terpercaya judi bola prediksi parlay hari ini