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Cresce número de famintos no mundo, apesar da capacidade produtiva

Cresce número de famintos no mundo
Cresce número de famintos no mundo, apesar da capacidade produtiva
20 de outubro de 2008 Centro de Estudos Bíblicos

O mundo tem capacidade de produzir alimento para 12 bilhões de pessoas, o dobro da população atual. Ainda assim, o número de pessoas que passam fome subiu de 850 milhões para 925 milhões em 2008, anunciou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Mulheres e homens da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) saíram às ruas na quinta-feira, 16, Dia Internacional em Defesa da Soberania Alimentar, para reivindicar do governo federal reforma agrária, incentivo à agricultura familiar, políticas públicas para infra-estrutura e assistência técnica em assentamentos e pequenas propriedades, que produzem 70% da cesta básica brasileira.

Via Campesina e MST promoveram manifestações em 12 Estados – Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraíba, Maranhão, Ceará e Mato Grosso.

A cesta básica do brasileiro, calcula o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cobra 52,8% do salário mínimo. A especulação financeira, denunciam o MST e a Via Campesina, são responsáveis pela elevação do preço dos alimentos.

Produtos agrícolas são vendidos a seis ou sete vezes mais caros nas bolsas, explicou Egídio Brunetto, da coordenação da Via Campesina. O preço dos principais grãos, como o milho, o arroz e a soja, duplicou de 2006 até hoje. O feijão subiu 168%.

"As grandes transnacionais do agronegócio comemoram a cada mês seus lucros recordes", diz o MST em manifesto à população. Cerca de 30 empresas, com sede nos Estados Unidos e na Europa, controlam quase toda a produção e comércio agrícola no mundo.

"Não existe uma crise de produção, o que existe é uma especulação financeira sobre o preço dos alimentos", arrola o MST. O movimento questionou o governo brasileiro, que anuncia "diariamente novos incentivos ao agronegócio, libera créditos, perdoa dívidas", enquanto a agricultura familiar não recebe os devidos investimentos do Estado.