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O grito que se faz oração [Marcelo Barros]

O grito que se faz oração [Marcelo Barros]
28 de agosto de 2017 Centro de Estudos Bíblicos
Gritos dos Excluídos, CEBI

Em carta enviada a todos os bispos do Brasil, a presidência da CNBB convida os bispos a mobilizarem as suas dioceses em um “dia de oração e jejum pelo Brasil“. E dizem claramente: “o dia sugerido é o 7 de setembro próximo“. A carta é assinada pelo presidente, vice-presidente e secretário-geral da CNBB e se conclui com um modelo de oração já publicada por ocasião da recente festa do Corpo e Sangue de Cristo.

Todas as pessoas que buscam viver a espiritualidade compreendem que os pastores de uma Igreja cristã estimulem o povo de Deus à oração e, sem dúvida, todos estão de acordo que o Brasil atual precisa de oração. No entanto, é bom esclarecer: Oração é um termo genérico.

Rezar é orar, mas o termo oração engloba um sentido bem mais amplo.

Na Bíblia, o termo mais próximo do que chamamos de “oração” é tefillah que significa mais profundamente “serviço do coração“.

No primeiro testamento e na espiritualidade judaica, a oração mais consagrada, que as pessoas costumam fazer diariamente, é o Shema Israel. Trata-se de uma oração inspirada no Deuteronômio (Dt 6, 4). Começa por “Escuta, Israel“, o que é mais um chamado ao povo e não tanto uma palavra dirigida a Deus. Na Bíblia, o povo de Deus fez uma coleção de suas orações e juntou em um só Livro dos Salmos (Salmo quer dizer Louvor). Dos 150 salmos, a maioria junta, em uma só conversa, 1. a pessoa que ora, 2. a comunidade crente e 3. o povo.

Muitos salmos alternam na mesma oração versos dirigidos a Deus e palavras à comunidade, assim como também denúncias e acusações aos opressores. Treze salmos não são diretamente para Deus. São gritos dos oprimidos contra seus opressores (Vejam, por exemplo, o salmo 2, o salmo 13, o 52, o 73 e assim por diante).

Essa é a espiritualidade que os profetas bíblicos ensinam: nunca separar a oração do grito dos oprimidos.

Quando os sacerdotes reduzem tudo ao culto, Deus fala pela boca dos profetas:

“Eu rejeito as liturgias e festas de vocês. Tenho horror à fumaça dos incensos” (Is 1, 10 ss). “Eu detesto as festas que vocês fazem. As celebrações não me agradam se o direito e a justiça não escorrerem como água e se tornarem uma corrente poderosa” (Am 5, 21. 24).

Na volta do exílio da Babilônia, um discípulo do profeta Isaías resume isso em uma oração que diz:

Por causa de Sião, não me calarei. Por causa de Jerusalém (do povo), não ficarei quieto, até que a justiça surja como a aurora e a salvação brilhe como uma lâmpada. (…). Sobre tuas muralhas, Jerusalém, coloquei guardiães. Sentinelas para vigiá-las. Dia e noite, eles não se calarão. Vocês que estão lembrando as promessas do Senhor (vocês que rezam), não descansem e não deixem Deus descansar até que ele restaure o seu povo”(Is 62, 1. 6- 7).

Na realidade brasileira, parece que esses profetas de Deus que não se calam até que a justiça seja restaurada são os movimentos e pastorais sociais que vão às ruas no Grito dos Excluídos. É isso que aprendemos no evangelho de Jesus. Ele disse:

“Não é a pessoa que diz: Senhor, Senhor, que entra no reino dos céus, mas quem faz a vontade do Pai” (Mt 7, 21).

Não podemos resumir aqui tantas palavras de Jesus contra o modo de orar e a espiritualidade religiosa dos escribas e fariseus que desligavam a oração da justiça (Mt 6, 5. 7-8; Mc 12, 38- 40).

Diversas vezes, os evangelhos nos mostram Jesus em oração e em silêncio, durante as noites, como em vigília preparatória para descer da montanha e se inserir na missão de testemunhar o reino de Deus como prática de saúde, de integração social e de libertação para os oprimidos.

A nossa oração não pode ser a um Deus tapa-buraco, cuja função seria preencher os problemas que não podemos ou não sabemos resolver. Deus não anda esquecido do Brasil e nem precisa que o lembremos de suas obrigações. Certamente, somos nós que não estamos cumprindo bem as nossas responsabilidades, como pessoas de justiça e solidariedade. Não seria sincero manifestar atitudes ambíguas em relação aos poderosos de plantão e depois pedir a Deus que venha corrigir os erros e maldades que os mesmos poderosos executam.

Não podemos propor oração, jejum e silêncio no dia 07 de setembro, sem deixar claro que é para preparar o Grito dos Excluídos. Caso contrário, seria desmoralizar a oração, voltando a fazer como os antigos sacerdotes e escribas do templo um tipo de oração que Jesus criticou. Propor oração sem compromisso social claro e como inserção no meio dos pobres e dos seus gritos por justiça é usar o nome de Deus como a tal bancada que se diz evangélica está fazendo no Congresso.

Nesse 07 de setembro, nossa oração deve tomar a forma do 23º Grito dos/as Excluídos/as que tem como tema “Vida em primeiro lugar!” e como lema “Por direitos e democracia, a luta é todo dia”.

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