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Participantes do Curso de Capacitação em Assessoria Bíblica (2015 / Fortaleza) lançam carta aberta

Participantes do Curso de Capacitação em Assessoria Bíblica (2015 / Fortaleza) lançam carta aberta
22 de julho de 2015 Centro de Estudos Bíblicos
Participantes do Curso de Capacitação em Assessoria Bíblica (2015 / Fortaleza) lançam carta aberta
CENTRO ECUMÊNICO DE ESTUDOS BÍBLICOS – CEBI
ENCONTRO DE CAPACITAÇÃO DE ASSESSORES E ASSESSORAS EM LEITURA POPULAR DA BÍBLIA
CEARÁ – FORTALEZA DE 06 A 18 DE JULHO DE 2015

Fortaleza, 18 de julho de 2015.

Nós, mulheres e homens das regiões Nordeste, Norte, Sudeste e Centro-Oeste, reunidos em Fortaleza, CE, de 06 a 18 de julho, para aprofundamento da Leitura Popular da Bíblia e para reflexões sobre o profetismo nos séculos VIII a.C e I d.C, queremos expor nesta carta nossa conclamação às cristãs e aos cristãos de todas as denominações, aos ateus, aos que confessam sua fé nas religiões afro ou comungam da espiritualidade dos povos originários, enfim a todas e todos que querem um mundo justo e solidário, para que entendamos o momento histórico que vivemos e possamos denunciar as mazelas que ainda não permitem aos povos da Mãe Terra terem vida em abundância.

Como irmãs e irmãos, queremos partilhar nossa angústia e nosso grito para encontrarmos, em comunhão, um caminho de transformação. Não podemos continuar indiferentes ao amor misericordioso, que se compadece das mulheres, crianças, juventudes, quilombolas, moradores de rua, indígenas, presidiários, homoafetivos, sem teto, sem terra, idosos e tantas outras pessoas que são desrespeitadas em suas dignidades.

Em análise de conjuntura, identificamos os seguintes cenários:

1.    O capitalismo enfrenta grave crise e, mais uma vez como sempre na história, tem tentado fazer com que os povos mais pobres paguem a conta da sua desenfreada ambição;

2.    Nos últimos 12 anos, o Brasil se tornou uma nação respeitada em todo mundo, pela sua mudança de postura no cenário internacional, pela sua articulação com países da Arábia, África e América Latina, Rússia e China, que tem seu ponto alto na criação do BRICs;
3.    Como consequência disso, os impérios tentam, não só no Brasil, mas em outros países da América Latina, usar de forças “socialmente organizadas” para desestabilizar as democracias e conquistas dos governos de esquerda;
4.    No mundo, a má distribuição de renda não pode permanecer: apenas 1% da população mais rica detém 50% das riquezas produzidas;
5.    No Brasil, movimentos conservadores e preconceituosos, que ferem a dignidade humana, usam, na disputa política, meios de alienação e de proliferação de sua ideologia. Isto fica evidente no uso da imagem da presidenta Dilma, com cenas que ferem a todas as mulheres e homens que buscam superar a desigualdade nas relações de gênero.

Entendemos que precisamos denunciar, com nossas entranhas, as situações que, no Brasil, ainda ferem a dignidade humana:

1.    A exploração sexual de crianças, adolescentes e jovens, um ato de crueldade que tira a esperança e possibilidade de um futuro digno para milhões de brasileiras e brasileiros;

2.    O gritante extermínio de juventudes pobres, negras e negros, com índices que não param de crescer, e o Estado nada fazendo para coibir a ação violenta do tráfico de drogas e da polícia;
3.    A chacina de povos originários e camponeses que estão na luta por seus direitos;
4.    O diabólico tráfico humano com fins de abuso sexual, prostituição, ou tráfico de órgãos com índices que aumentam a cada ano, roubando crianças e adolescentes de seu convívio familiar, matando-os de forma cruel e perversa;
5.    Expressamos nossa preocupação com o comportamento do Congresso Nacional, que tem colocado em pauta temas que retiram conquistas de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e medidas que ferem os direitos humanos e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente);
6.    Os grandes projetos econômicos que não se preocupam com o bem-viver do povo, com a Mãe Terra e que têm destruído a vida de milhares de comunidades pelo Brasil, principalmente as comunidades quilombolas, indígenas e ribeirinhas;
7.    Externamos nosso apelo para que nossas comunidades incentivem o boicote a essa mídia antidemocrática e golpista, que aliena, manipula e só nos divide na busca por nossa libertação.

Queremos conclamar a todas e todos para que retomemos os trabalhos de base em nossas realidades, debatendo em pequenos grupos a nossa situação e fazendo com que as pessoas possam entender a gravidade do momento histórico, bem como a necessidade do entendimento de que apenas a luta solidária, comunitária e baseada em valores que respeitem a VIDA irá nos trazer esperança de um novo tempo.

Convocamos às várias instâncias do CEBI para realizarem atividades junto aos movimentos sociais e círculos bíblicos, levando esses temas às Comunidades, ajudando a iluminar as lutas, de modo a continuarmos acreditando que não devemos temer, pois a nossa esperança está no Emanuel, Ele está conosco!

Acreditamos que, organizados na luta, no profetismo e nas ações efetivas e afetivas, conseguiremos forçar a mudança para uma nova sociedade, onde o “bem-viver”, a cultura do “melhor viver” supere o diabólico “ter e acumular”!

“Saber esperar sabendo, e ao mesmo tempo forçar.
A hora daquela urgência, que não permite esperar.”
Pedro Casaldáliga e Agostinha Vieira

NOME    MOVIMENTOS/ESTADO

1.    Ariel Ortiz Gomes    CEBI – MATO GROSSO DO SUL
2.    Benedito José dos Santos Ramos    CEBI – PERNAMBUCO
3.    Célia Evangelista Santana    CEBI – BAHIA
4.    Creuziene Solange Chaves    CEBI – CEARÁ
5.    Dalvani Targino da Silva Sousa    CEBI – RIO GRANDE DO NORTE
6.    Dora Vieira    CEBI – CEARÁ
7.    Dulce Ludovina Gonçalves Fabian    CEBI – CEARÁ
8.    Edjane Santos da Paixão    CEBI – SERGIPE
9.    Edson Francisco da S. Nascimento    CEBI – ALAGOAS
10.    Eridiana Neves da Silva    CEBI – PARAÍBA
11.    Francisca Estevânia Ferreira    CEBI – CEARÁ
12.    Francisca Verônica Chagas Araújo    CEBI – CEARÁ
13.    Genivaldo Ribeiro Barros    CEBI – PIAUÍ
14.    Iranilva Ferreira de Oliveira (DINHA)    CEBI – PARAÍBA
15.    Isabel Cristina Silva Soares Brito    CEBI – BAHIA
16.    João Bosco Lucena da Silva    CEBI – CEARÁ
17.    Laudicea de Oliveira Silva    CEBI – ALAGOAS
18.    Leandro Rodrigues da Silva    CEBI – RIO GRANDE DO NORTE
19.    Maria Carmem de Araújo    CEBI – PARAÍBA
20.    Maria Ivani da Silva Feitosa    CEBI – PERNAMBUCO
21.    Maria Zolema Costa Furtado    CEBI – PARÁ
22.    Narcizo Henrique S. Machado    CEBI – SERGIPE
23.    Sietske Blok    CEBI – BAHIA
24.    Stefano Moino    CEBI – AMAZÔNAS
25.    Tânia Maria Marques Pereira    CEBI – CEARÁ
26.    Tayna Célia de Almeida Carvalho    REJU – SÃO PAULO
27.    Wellington Oliveira Carvalho    CEBI – PIAUÍ
28.    Ana Cristina Morais    CEBI – CEARÁ
29.    Célia Alves Figueiredo Morais    CEBI – CEARÁ
30.    Francisco Assis Memória    CEBI – CEARÁ
31.    Geraldo Figueiredo Morais    CEBI – CEARÁ
32.    Maria de Fátima Alves    CEBI – CEARÁ
33.    Maria Norberta Viana    CEBI – CEARÁ
34.    Fátima Maria Carvalho Rocha de Moura    CEBI – CEARÁ
35.    Terezinha Casimiro Albuquerque    CEBI – CEARÁ
36.    Maria da Conceição Mendes de Sousa    CEBI – CEARÁ
37.    Wilson de Souza Lima    CEBI – CEARÁ
ASSESSORAS/ES
 
TEA FRIGERIO    CEBI – PARÁ
RAFAEL SILVA    CEBI – ALAGOAS
ODJA BARROS     CEBI – ALAGOAS
Pe. ERMANO ALEGRI    ADITAL – CEARÁ