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Encontrão de mulheres CEBI PE – Mulher e fé: por uma leitura bíblica libertária.

Encontrão de mulheres CEBI PE – Mulher e fé: por uma leitura bíblica libertária.
20 de março de 2020 Comunicação

O Encontrão de Mulheres. Sabe como foi?

Ele começou do desejo e da vontade que muitas de nós têm de falar sobre coisa de mulher e coisa de homem. Sobre amor, mas também de violência contra a mulher.

Havia uma proposta num Projeto do CEBI/PE com a MZF, de fazer parceria com outras mulheres de fora do CEBI. Seriam dois Encontros, um no primeiro semestre/2019 e outro no segundo semestre/2019.  Daí Sílvia e Mary conversaram sobre fazer um único Encontro, pois o recurso financeiro só chegou para o segundo semestre. E de contatos com Bárbara e Erika, do Coletivo Vozes Marias, percebemos que isto era sonho também delas: coisas de mulher, coisas de homem, violência contra a mulher, fé, sexualidade, feminismo, bíblia e leitura libertadora…Mas Sílvia estava tão ocupada com as tarefas do CEBI Nacional, viagens, que não podia participar da organização. Chamei Claudinho. E Bárbara chamou Bruno , Érika e Camila, da Diaconia. Montamos uma equipe para realizar o que chamamos de Encontrão de Mulheres. E tivemos também, a participação de Joana Santos, da FASE, na preparação e condução da Mística.

Sabem como eram as reuniões de preparação? Nós conversávamos sobre nós, sobre sonhos, planos, dificuldades e facilidades em nossas próprias vidas e das mulheres e homens dos espaços em que frequentávamos e participávamos.

Foi então que escolhemos e convidamos Valéria Vilhena, Helivete Ribeiro, Sílvia Camurça, Valdenice Raimundo e Joana Santos nas assessorias. Com o tema escolhido “MULHER E FÉ: Por uma leitura bíblica libertária”, nos propusemos a refletir sobre a Violência contra a mulher, com participação masculina na abertura e no fechamento do Encontrão, deixando uma noite e um dia inteiro só para mulheres.

Participaram do Encontrão, em sua maioria, mulheres de Igrejas de diversas denominações Protestantes, mas também católicas, uma ateia, mulheres da Umbanda e do Candomblé, de diversas faixas de idade, negras, brancas, feministas, ativistas políticas.

O Encontrão de Mulheres aconteceu no período de 24 a 27/10/2019, sendo a Abertura na Universidade Católica, na 5ª feira, 24/10 à noite. As demais atividades, da 6ª feira, 25/10 à noite, até o domingo, 27/10, pela manhã, aconteceram na 1ª Igreja Batista de Bultrins, Olinda.

Foi realizado o V Seminário de Discurso Religioso e Violência contra a Mulher, na abertura, na 5ª feira 24/10, sob a coordenação do Coletivo Vozes Marias e assessorias de Silvia Camurça e Valeria Vilhena. Na 6ª feira e no sábado, tivemos, na mística, com assessoria de Joana Santos, a revelação de nosso perfil, que somos poucas, mas múltiplas. Refletimos sobre Bíblia e Violência, com Roda de Conversa, (assessoradas por Valeria Vilhena) e Grupos de Trabalho: GT Fé e Politica (Silvia Camurça), GT Fé, Bíblia e Mulher (Helivete Ribeiro), GT Fé e Racismo (Valdenice Raimundo) e GT Fé e Sexualidade (Valeria Vilhena). E no domingo, foi o fechamento do Encontrão, com o tema “Repensando Masculinidades e violência contra a mulher”,  onde houve a exibição do vídeo ‘O Silêncio dos homens’, testemunhos de Josélio e Bruno, mais as provocações de Valeria Vilhena. Encerramos tudo com uma grande Ciranda, onde mulheres e homens dançavam juntos em círculo, representando a roda da vida.

Cabe destacar ainda, o Momento Cultural, no sábado à tarde, com espaço para músicas, poesias, falas, de diversas mulheres. Tivemos também, durante todo o Encontrão, a participação e coordenação musical de Amanda

e Rafinha, com músicas que reforçaram os temas e nos animaram nesses dias.

E querem saber?  Esse foi um jeito nosso de estudar, cantar, dançar e celebrar a vida, protagonizado por mulheres, mas com a participação de homens, num espaço/tempo de convivência, de aprendizado, celebração e festa. São tempos difíceis, em que existimos e resistimos, na luta e crença por melhores dias também para nós, na construção da justiça, amor e paz. O sentimento bom daqueles dias faz eco até hoje em minha vida, dando força e coragem para as lutas. E eu me sinto mais mulher e mais gente, com mais capacidade para enfrentar os desafios da caminhada.

Memória feita por Mary Ruth em 27/11/2019