Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

CEBI-SC realiza última etapa da Escola Bíblica

CEBI-SC realiza última etapa da Escola Bíblica
24 de novembro de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
CEBI-SC realiza última etapa da Escola Bíblica
Entre os dias 17 e 19 de novembro, aconteceu na cidade de Chapecó a 11ª etapa da Escola Bíblica do CEBI-SC, no processo de formação 2015/2016. O livro do Apocalipse (Apocalipse = Revelação) foi base temática para os estudos nesta etapa, que contou com a assessoria do biblista e pastor Uwe Wegner.
O Apocalipse começa com as cartas às sete igrejas da Ásia Menor. Em seguida, revela as devastações estendidas sobre a terra e a marca da besta, 666. Neste encontro buscamos compreender a simbologia descrita nos sete selos, nas sete trombetas e nas sete taças, que se referem ao juízo de Deus. Este livro é cheio de mistérios sobre coisas que virão. Tal como para João, o autor desse livro, também para nós é difícil encontrar palavras para descrever o que lemos, ouvimos e aprendemos a respeito do Apocalipse.
Amados e amadas, qual é o Deus que se revela para você no livro do apocalipse? O livro revela, através de visões e audições, que só Deus é o autor da história. Fomos desafiadas/os a fazer a leitura do texto e buscar na simbologia as respostas às nossas dúvidas e incertezas. Olhamos para a revelação do passado, do presente e do futuro descrita através de imagens no Apocalipse, à luz das coisas de hoje. Foi um caminho de desconstrução, reconstrução e de recriação de uma nova humanidade, de modo a ser fermento na massa, com fidelidade e perseverança na tribulação, até a morte. No Apocalipse, as narrativas foram escritas em linguagem simbólica a fim de proteger e não comprometer os cristãos, diante do risco da perseguição e da acusação de rebeldia contra o poder imperial.
O tema central do livro está no culto a Deus. Os muitos louvores a Deus têm claramente a função de animar as comunidades cristãs que, mesmo acusadas e perseguidas, são convidadas a glorificar ao vitorioso Deus.
O Apocalipse é um livro de esperança, de transformação. É um livro que propõe algo melhor. Mas, o que está por acontecer pertence somente a Deus. O livro pode ser usado tanto para libertar como para oprimir. Neste contexto, é preciso compreender que a simbologia retirada do AT, de forma perspicaz, comunica e revela ao povo o dragão encarnado nas bestas opressoras presentes na vida do povo através de guerras, mortes perseguições, exclusões, explorações que incidem diretamente sobre pessoas cristãs e não cristãs.
Nossa reflexão buscou compreender quem são os dragões de hoje, como eles atuam no meio de nós e quais as consequências para nossa vida e a do planeta. Os ensinamentos bíblicos nos movem para sairmos da teoria e ir para a prática. A palavra de Deus é viva e eficaz, destruindo o mal e nos reservando a grande boa nova da vida, de vida plena (João 10,10). Para tanto, é preciso acreditar e ser persistente no projeto de Jesus, nas núpcias do cordeiro. Deus ama o ser humano, mas não o mal que ele pratica. Deus nos concede um tempo para que possamos arrepender-nos de todos os males que fazemos a nós e a nossos semelhantes.
O apocalipse revela que, quando colocamos em prática o projeto de Deus, somos perseguidos pelos inimigos da causa da justiça do Reino. Ao mesmo tempo, somos vencedores quando nos mantemos fiéis em meio às adversidades. Assim podemos ler na 2ª carta a Timóteo: “Quanto a mim, já estou sendo derramado como libação. O tempo da minha partida está próximo. Combati o bom combate, acabei a corrida, guardei a fé” (2Tm 4,6-7).
 
Momentos como este encontro nos fortalecem para resistir e termos ainda mais fé na graça de Deus para viver, já agora, como pessoas ressuscitadas, consequência de nossa adesão a Jesus pelo sinal do batismo.
No enceramento, à noite, celebramos a missão do envio num culto ecumênico. Fomos enviados para a missão junto às nossas comunidades. Que, pela luz da palavra de Deus, continuemos fiéis ao projeto de Jesus até a morte, pois quem quiser ganhar a vida deve perdê-la. Para nós, Jesus é “o Alfa e Ômega, o Principio e o Fim” (Apocalipse 1,8). Como seus seguidores, assumimos a “amar como Jesus amou; sonhar como Jesus sonhou; pensar como Jesus pensou; viver como Jesus viveu; sentir o que Jesus sentia; sorrir como Jesus sorria e, ao chegar o fim do dia, eu sei que dormiria muito mais feliz” (Padre Zezinho).
*Por Ione Trevisan