Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

CEBI-MS: O que a Leitura Feminista da Bíblia tem ver com o vírus da Zica?

CEBI-MS: O que a Leitura Feminista da Bíblia tem ver com o vírus da Zica?
23 de novembro de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
CEBI-MS: O que a Leitura Feminista da Bíblia tem ver com o vírus da Zica?
Como o vírus da Zica (ou o risco de contraí-lo) impacta no corpo das mulheres? As estatísticas comprovam, pobres e negras mais uma vez são as quem mais sofrem. Como a teologia feminista e a Leitura Popular da Bíblia podem conversar sobre a Zica? Por que, mesmo neste contexto, o tema da descriminalização do aborto segue como tabu entre as igrejas? Por que as igrejas cristãs fazem questão de manter um discurso que culpabiliza mulheres para que nem mesmo possam falar em direitos reprodutivos?

Foram essas as questões iniciais que motivaram mais um encontro do GAB (Grupo de Aprofundamento Bíblico) de Campo Grande, realizado no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Partilhando o que vivenciou no seminário proporcionado pelas Católicas pelo Direito de Decidir (leia o relato), Nayara Martins ajudou o grupo a conversar sobre gênero, sexualidade, direitos e saúde da mulher.

A cumplicidade entre Noemi e Rute

Amarildo e Luciene retomaram a história de Rute, jovem mulher moabita que assume relação de afeto e compromisso com sua sogra Noemi: “o teu povo será o meu povo, teu Deus será o meu Deus” (Rt 1,16). A articulação e a cumplicidade de ambas, que executam plano que permite a recuperação de direitos – pão, terra e dignidade – servem de exemplo e estímulo às lutas de mulheres e homens de hoje. Como Rute e Noemi se articulariam hoje para enfrentar o descaso do capital que joga para as periferias mulheres negras e pobres com seus fetos (vítimas ou não da microcefalia), condenando-as como criminosas?

O grupo se exercitou com as perguntas sugeridas pelo método da Leitura Feminista: memória, suspeita, desconstrução e reconstrução (confira aqui vídeo explicando esses quatro passos). O encontro foi continuidade ao realizado no mês anterior, momento no qual foram trabalhados os conceitos básicos da questão de gênero, com a ajuda de Keila Barbosa, psicóloga feminista e também colaboradora do CEBI.