Poesia da Libertação

Crônicas poéticas de Kiev (II) ou sobre corpos e almas de guerra

CRÔNICAS POÉTICAS DE KIEV (II) OU SOBRE CORPOS E ALMAS DE GUERRA
Marcio L’o (Cebi BA)

– Para onde vão os corpos de guerra?
– Será que vão ficar expostos na rua cobertos de neve
jogados no campo, devorados por animais
sem tempo para obrigações fúnebres?
– E para onde vão as almas de guerra?
– Vão para o céu, purgatório…?
Inferno, talvez não… pois já experimentaram o inferno aqui na terra
Mas os corpos de guerra não são só corpos
são histórias assassinadas
avós, avôs, país, mães, filhos, sobrinhos, irmãos, netos… pessoas, gente, povo
Um corpo ferido ou morto no chão em uma rua de Kiev ou Kharkiv
um corpo ucraniano ou russo
é o meu corpo, o seu corpo no chão
As almas da guerra, não sei onde estão
não sei para onde vão…
De certo, estão aqui do meu lado comigo agora
me atormentando, gritando, perguntando:
– O que você está fazendo para que essa guerra acabe?

Foto: Corpo de soldado coberto de neve ao lado de veículo lançador de foguetes russos nos arredores de Kharkiv, na Ucrânia (25/02) — Foto de Vadim Ghirda/AP.

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