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Tamar – A primeira das mães “nada ortodoxas” da genealogia de Jesus.

Tamar – A primeira das mães “nada ortodoxas” da genealogia de Jesus.
10 de maio de 2020 Comunicação
Você pode encontrar sua história no capítulo 38 do Gênesis no contexto das narrativas da formação do povo hebreu e seus patriarcas. Porém, Tamar não pertencia, originalmente, ao povo hebreu. Era uma mulher canaanita. Entrou na história dos hebreus, por uma decisão “nada ortodoxa” do patriarca Judá, que escolheu a estrangeira, da tribo de Canaã Tamar para ser esposa de seu filho mais velho Er. Aconteceu que Er morreu antes de deixar descendência. De acordo com a lei do Levirato, o cunhado, tinha a obrigação legal de garantir descendência ao irmão mais velho. Onã, o cunhado, sabendo que a descendência não seria sua, mas do irmão falecido, cada vez que se unia a Tamar praticava coito interrompido, negando um direito legal a Tamar de gerar descendência na familia de Judá. Onã morreu sem permitir que Tamar fosse fecundada, deixando- a numa situação de extrema vulnerabilidade, uma vez que na cultura hebraica patriarcal, uma mulher viúva e sem filhos não tinha qualquer garantia familiar, social ou econômica.
Sendo considerada uma mulher “amaldiçoada”, o sogro Judá, ordenou que Tamar voltasse a viver na casa de seu pai como viúva até que seu terceiro filho, pudesse assumir a obrigação legal para com ela. Promessa nunca cumprida.
Depois de aguardar resilientemente por anos, Tamar, ficou sabendo que a esposa do seu sogro havia falecido, o que tornava Judá, seu sogro, apto a ser o seu “Goel”, redentor de acordo com a lei do Levirato.
Tamar, corajosamente traçou o plano que forçava o reconhecimento do seu direito legal. Tirou o traje de viúva, cobriu-se com um véu e sentou-se na entrada da cidade onde ficavam as prostitutas e por onde passaria seu sogro. Ao passar, Judá, aproximou-se dela sem reconhecer que era sua nora, mostrou interesse de ter seus serviços sexuais. Tamar exigiu que, antes deixasse como garantia da retribuição, o anel de selo, o cordão e o cajado, afim de garantir a identidade de quem lhe pagaria por seus serviços.
Três meses depois, a viúva Tamar apareceu gravida, e foi acusada de prostituição e Judá ordenou, conforme a lei, que fosse queimada viva. A viúva só poderia ser redimida por alguém da casa de Judá , fora isso, seria considerado crime de adultério .
Ao ser acusada, Tamar, prontamente disse: “Estou grávida do homem a quem pertence isto. Reconhece este anel de selo, este cordão e este cajado?” Judá ao reconhecer disse: “Ela é mais honesta do que eu!”. Tamar deu à luz dois filhos gêmeos de Judá, entrando na genealogia de Jesus: “Judá gerou Perez e Zerá, cuja mãe foi Tamar!” Mateus 1:3.
Diante da injusta e sistemática negação de direito por parte dos homens da casa patriarcal de Judá, Tamar, foi forçada a construir seu próprio caminho de VITÓRIA, fazendo justiça ao significado de seu nome. Venceu as tramas patriarcais, tornando-se a primeira das nada ortodoxas mães de Jesus!
Por Odja Barros