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Tornando a Quaresma Significativa: Reflexões sobre Justiça, Fraternidade e Práticas Espirituais

Nesta quarta-feira de cinzas, o CEBI partilha dois lindos materiais para reflexão sobre este tempo quaresmal que se inicia. Em áudio, partilhamos a reflexão de Ana Salma, do CEBI/CE, para ouvir, clique AQUI. Abaixo, segue a reflexão “Tornando a Quaresma Significativa: Reflexões sobre Justiça, Fraternidade e Práticas Espirituais”, de Simone Furquim, do CEBI/DF.


Nesta quarta-feira de cinzas, que dá início à liturgia quaresmal, convido a todos e todas a fazer a leitura do Evangelho de Mateus 6,1-6.16-18, que fala sobre as práticas da esmola, da oração e do jejum, que são práticas da tradição judaica. Mas, vamos ver no Evangelho que Jesus criticava aquelas autoridades religiosas (cf. Mt 23,5), pois já não as praticavam como ensina a Lei; eles faziam por interesses particulares e individualistas.  Por isso Jesus chamou-os de hipócritas.

Para a comunidade de Mateus, a esmola, a oração e o jejum são práticas de justiça porque são virtudes que humanizam todos nós; tendo em vista que somos seres que estamos sempre em relação com Deus, com o próximo e com a natureza. E se somos seres humanos em relação, percebemos às necessidades do outro/a e não dá para sermos individualistas ensimesmados.  Por isso, quando Jesus critica as práticas dos hipócritas religiosos, está nos convidando a abandonar o individualismo e abrir o nosso coração para o que realmente agrada ao Pai, que é a fraternidade e a amizade social.

Portanto, o texto do Evangelho de hoje está em consonância com o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e amizade social; que é inspirado pelo lema bíblico, reiterado muitas vezes por Jesus no Evangelho de Mateus, pois Jesus não quer que esqueçamos que “todos nós somos irmãos” (cf. Mt 23,8).

O Evangelho de hoje está inserido no conjunto de sermões proferidos por Jesus no alto da montanha (cf. Mt 5 a 7). Esses sermões foram pronunciados para uma multidão que o seguiam. Ao relatar Jesus proferindo sermão em uma montanha, o evangelista pretende relacioná-lo com Moisés, que proferiu os mandamentos de Deus do alto da Montanha do Sinai para o povo que o seguia no deserto. Ali viveram quarenta anos. Quarenta anos é tempo simbólico; é tempo propício para sair da escravidão em busca da libertação.

E nós também somos um povo peregrino neste mundo em busca de justiça e libertação. Neste período simbólico de quarenta dias, podemos começar refletindo os ensinamentos de Jesus para nós, refletindo sobre as virtudes humanas: a esmola não é o resto que temos; bem como não é assistencialismo que torna as pessoas dependentes. Esmola é doação; provoca a conscientização de que a desigualdade social, a injustiça social e  ambiental é fruto da ambição e egoísmo por parte de uma elite de super ricos. A oração é momento de sintonia com o Pai, de buscar sentido em todas as experiências da vida. O jejum nos faz crescer como seres humanos, pois quando jejuamos, o sentido deve estar apurado para a realidade que nos rodeia; de sairmos do consumismo cotidiano e individualista; perceber nossa responsabilidade diante das consequências que o consumismo proporciona na natureza e na sociedade. Portanto, jejuar não é simplesmente deixar de comer: é aceitar de maneira consciente que nossos desejos, nossas necessidades, nossos interesses não são o centro do mundo; é entender que somos seres em relação com o outro porque somos todos irmãos/ãs!

Que nesta quaresma, possamos compreender que as práticas da justiça que Jesus nos ensina nos levam a vivermos a verdadeira fraternidade. Amém!

Simone Furquim Guimarães, assessora do Cebi Planalto Central.

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