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Sobre a Leitura Popular da Bíblia Parte II

In Reflexão do Evangelho on

Leia a parte I.

Novidade e alcance da interpretação popular

Dentro da interpretação que os pobres fazem da Bíblia existe uma novidade de grande alcance para a vida das igrejas. Novidade antiga que vem de longe e que retoma alguns valores básicos da Tradição comum! Seguem aqui sete pontos que, de uma ou de outra maneira, sinalizam o itinerário:

  1. O objetivo da interpretação já não é buscar informações sobre o passado, mas sim clarear o presente com a luz da presença do Deus-conosco, Deus Libertador; é interpretar a vida com a ajuda da Bíblia. Redescobre-se na prática a nova visão da Revelação, de que falamos acima.
  2. O sujeito da interpretação já não é o exegeta. Interpretar é uma atividade comunitária em que todos participam, cada um a seu modo e conforme a sua capacidade, inclusive o exegeta que nela exerce um papel especial. Por isso, é importante ter nos olhos não só a fé da comunidade, mas também fazer parte efetiva de uma comunidade viva e buscar o sentido comum aceito por esta comunidade. Esta pertença efetiva exerce uma influência crítica sobre a função da exegese científica que, assim, se coloca mais a serviço. O mesmo vale para a teologia. Por causa das mudanças ocorridas no mundo a teologia da libertação entrou em crise e está em fase de revisão. Por outro lado, é bom constatar que a leitura popular não está em crise, mas cresce em todo canto. Pois, como dissemos, o seu sujeito não é o exegeta, mas o povo das comunidades eclesiais de base.
  3. O lugar social de onde se faz a interpretação é a partir dos pobres, dos excluídos e dos marginalizados. Isto modifica o olhar. Muitas vezes, por falta de uma consciência social mais crítica, o intérprete é vítima de preconceitos ideológicos e, sem se dar conta, usa a Bíblia para legitimar o sistema de opressão que desumaniza.
  4. A leitura que relaciona a Bíblia com a vida é ecumênica e libertadora. Leitura ecumênica não quer dizer que católicos e protestantes discutem as suas divergências para chegar a uma conclusão comum. Isto pode ser uma conseqüência. O mais ecumênico que temos é a vida que Deus nos deu. Aqui na América Latina, a vida de grande parte da população corre perigo, pois já não é vida. Leitura ecumênica é interpretar a Bíblia em defesa da vida e não em defesa das nossas instituições e confissões. Na atual situação em que vivem os povos da América Latina, uma leitura em defesa da vida, necessariamente, deve ser libertadora. Por isso mesmo, ela é conflitiva. Tornou-se sinal de contradição. Por ser ecumênica e libertadora, extrapolou as fronteiras das instituições e agora é lida a partir dos diferentes grupos marginalizados: negros, índios, mulheres, homossexuais. O critério básico não é mais a igreja, mas sim a vida, lida através dos olhos da raça, do gênero, da cultura, da classe. Ou seja, o critério é explicitar o mistério da igreja tal como foi definido por Paulo: “Todos vocês que foram batizados em Cristo, se revestiram de Cristo. Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher, pois todos vocês são um em Cristo!” (Gl 3,27-28).
  5. Aqui aparece a característica própria da exegese popular. O problema maior entre nós não é, como na Europa, a fé que corre perigo por causa da secularização. Mas é a vida que corre o sério perigo de ser eliminada e desumanizada por um sistema económico injusto e excludente. E o que é pior, a própria Bíblia corre perigo de ser usada para legitimar esta situação em nome de Deus. Como no tempo dos reis de Judá e de Israel, usa-se a Tradição do povo de Deus para legitimar os ídolos. A Bíblia foi usada para legitimar a conquista das Américas, a política da Apartheid, as ditaduras militares e a repressão. Um dos maiores repressores e torturadores dizia: “Meu livro de cabeceira é o Evangelho de São Mateus!” E Pinochet sempre se comparou com Moisés, libertador do seu povo. A interpretação popular descobre, revela e denuncia esta manipulação.
  6. O método e a dinâmica, usados pelos pobres nas suas reuniões, são muito simples. Eles não costumam usar uma linguagem intelectual discursiva, feita de argumentos e raciocínios. Como a própria Bíblia, preferem a sua maneira própria que é contar fatos e usar comparações. A linguagem popular funciona por associação de idéias. Sua preocupação primeira não é fazer saber, mas sim fazer descobrir. Muito ajudou em tudo isto o método da pedagogia do oprimido de Paulo Freire.
  7. Aparecem com maior clareza a função e os limites da Bíblia. Os limites são estes: a Bíblia não é fim em si mesma, mas está a serviço da interpretação da vida. Sozinha ela não funciona e não consegue abrir os olhos, pois o que abre os olhos é a partilha do pão, o gesto comunitário. A Bíblia deve ser interpretada dentro de um processo mais amplo, que leva em conta a comunidade e a realidade. A Bíblia é como o coração: quando é arrancado fora do corpo da comunidade e da vida do povo, morre e faz morrer!

 

  • Caminhos novos aparecem, problemas novos surgem
  1. A Leitura feminista ou leitura de gênero

Esta leitura questiona e relativiza a secular leitura masculinizada feita pelas igrejas para manter o sistema patriarcal. Ela não pode ser descartada como um fenômeno passageiro nem como uma das muitas curiosidades exegéticas sem maiores consequências. Ela é uma das características mais importantes que vem surgindo de dentro da leitura popular da Bíblia.

O seu alcance é muito maior do que poderia parecer à primeira vista. No Brasil ela adquire uma importância maior ainda por causa da esmagadora maioria de mulheres que participam ativamente nos grupos bíblicos e sustentam a luta do povo em muitos lugares. No CEBI é grande o número de assessoras que se formaram nos últimos anos e que estão aprofundando a leitura de gênero não como um novo setor, mas como uma característica que deve marcar toda a leitura popular que fazemos.

  1. Como enfrentar a realidade do fundamentalismo?

Nos encontros de massa promovidos pelas redes de televisão, padres cantores aparecem. Nos encontros bíblicos promovidos pelo CEBI, abertos a pessoas dos vários setores da vida das igrejas, aparece cada vez mais o seguinte fenômeno. O estudo e a interpretação da Bíblia são feitos numa linha claramente libertadora. Mas nas celebrações, nas conversas de grupos, nas perguntas, aparece uma atitude interpretativa diferente, em que se mistura fundamentalismo com teologia da libertação.

Sobretudo nos jovens!

Como explicar este fenômeno? Vem de onde? Do contato com a linha conservadora, com a linha carismática, com os pentecostais? Será que também não vem das deficiências da atitude libertadora frente à Bíblia? Será que não vem de algo ainda mais profundo que está mudando no subconsciente da humanidade? Pois, a realidade do fundamentalismo não existe só nas igrejas cristãs, mas também nas outras religiões: judaica, muçulmana, budista… Existem até formas de um fundamentalismo secularizado.

“O fundamentalismo é um perigo. Ele separa o texto do resto da vida e da história do povo e o absolutiza como a única manifestação da Palavra de Deus. A vida, a história do povo, a comunidade, já não teriam mais nada a dizer sobre Deus e a sua Vontade. O fundamentalismo anula a ação da Palavra de Deus na vida. É a ausência total de consciência crítica. Ele distorce o sentido da Bíblia e alimenta o moralismo, o individualismo e o espiritualismo na interpretação. É uma visão alienada que agrada aos opressores do povo, pois ela impede que os oprimidos tomem consciência da iniquidade do sistema montado e mantido pelos poderosos”.
(Coleção: Tua Palavra é Vida, Vol I: A Leitura Orante da Bíblia, Publicações CRB, 1990, p. 22).

Na Igreja Católica, pela primeira vez, o documento O Uso da Bíblia na Igreja critica fortemente o fundamentalismo como uma coisa nefasta que não respeita suficientemente o sentido da Bíblia.

  1. A busca de Espiritualidade e o nosso método de interpretação

Em todo canto se ouve e se sente o desejo de maior profundidade, de mística, de espiritualidade. A Bíblia, de fato, pode ser uma resposta a este desejo. Pois, a Palavra de Deus tem duas dimensões fundamentais. De um lado, ela traz uma LUZ. Neste sentido, ela pode contribuir para clarear as ideias, desmascarar as falsas ideologias e comunicar uma consciência mais crítica. De outro lado, ela traz uma FORÇA.

Neste sentido, ela pode animar as pessoas, comunicar coragem, trazer alegria, pois ela é força criadora que produz o novo, gera o povo, cria os fatos, faz amar. Infelizmente, muitas vezes, na prática pastoral, estes dois aspectos da Palavra estão separados. De um lado, os movimentos carismáticos; de outro lado, os movimentos de libertação. Os carismáticos têm muita oração, mas muitas vezes carecem de visão crítica e tendem para uma interpretação fundamentalista, moralizante e individualista da Bíblia. Por isso, a sua oração, muitas vezes, carece de fundamento real no texto e na realidade.

Os movimentos de libertação, por sua vez, têm muita consciência crítica, mas, às vezes, carecem de perseverança e de fé, quando se trata de enfrentar situações humanas e relacionamentos entre pessoas que, dentro da análise científica da realidade, em nada contribuem para a transformação da sociedade. Às vezes, eles têm uma certa dificuldade para enxergar a utilidade de longas horas gastas em oração sem resultado imediato. Já existem várias iniciativas importantes que procuram enfrentar e superar este problema para além das divergências: o projeto Tua Palavra é Vida, (Projeto de formação bíblica para religiosos e religiosas, promovido pela CRB – Conferência dos Religiosos do Brasil); A equipe de espiritualidade do CEBI (Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos), a iniciativa da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) de valorizar os quatro evangelhos e os Atos em preparação do jubileu do Novo Milênio, etc.

  1. A cultura dos nossos povos

No mito do Tucumã, que explica aos índios da região amazônica a origem do mal no mundo, o culpado pelos males não é a mulher, mas sim o homem. Num encontro bíblico, alguém perguntou: “Por que não usamos os nossos mitos em vez dos mitos do povo hebreu?” Não houve resposta. A mesma pergunta foi feita num curso bíblico na Bolívia em Maio de 1991.

Os participantes, quase todos Aymaras, perguntavam: “Por que usar só a Bíblia? As nossas histórias são mais bonitas, menos machistas e mais conhecidas!” As religiões da Ásia, mais antigas que a nossa, levantam estas mesmas perguntas há vários anos. Qual o valor da nossa história e da nossa cultura. Será que elas não poderiam valer como o nosso Antigo Testamento, onde estão escondidas as promessas que Deus fez aos nossos antepassados e onde existe a nossa lei como “nosso pedagogo para Jesus Cristo” (Gál 3,24)? O Evangelho não veio eliminar nem substituir o Antigo Testamento, mas sim completá-lo e explicitar todo o seu significado (Mt 5,17).

O Antigo Testamento do povo de Israel é o cânon ou a norma inspirada que nos ajuda a perceber e a revelar esta dimensão mais profunda da nossa cultura e história, do nosso Antigo Testamento. Neste sentido são muito importantes as diferentes iniciativas da leitura indígena, negra e de gênero.

  1. Necessidade de um estudo mais aprofundado da Bíblia na América Latina

A caminhada das Comunidades avança e se aprofunda. Aos poucos, do coração desta prática popular está surgindo uma nova atitude interpretativa que não é nova, mas muito antiga. Ela tem necessidade de ser legitimada tanto a partir da Tradição das igrejas como a partir da pesquisa exegética. A leitura que se faz a partir dos pobres e a partir da causa dos pobres tem suas exigências próprias. Na medida em que se avança, cresce o desejo de maior aprofundamento científico.

Há muitos assessores e assessoras populares que gostariam de ter um conhecimento das línguas bíblicas; gostariam de conhecer melhor o contexto econômico, político, social e ideológico em que nasceu a Bíblia; gostariam de levar para dentro da Bíblia as perguntas que hoje angustiam o povo na vivência da sua fé.

Existe uma escassez de assessores e de assessoras acadêmicos capazes de responder a esta demanda crescente de formação bíblica dos assessores populares e de fazer frente ao problema novo que está se criando por causa do crescimento imenso do fundamentalismo (muito mais perigoso do que qualquer outro -ismo).

A prática da leitura bíblica, feita nas Comunidades Eclesiais de Base da América Latina, já adquiriu uma certa repercussão em todas as Igrejas, pois está provocando discussões, reações e adesões em muitos lugares. Isto se viu claramente nos encontros intereclesiais, realizados desde os anos 70, no Encontro Mundial da Igreja Luterana, realizado em Curitiba em janeiro de 1990, e no Encontro Mundial da FEBIC, realizado em Bogotá em julho de 1990. Há muitos outros sinais do interesse que existe nos outros Continentes pela leitura que se faz da Bíblia aqui na América Latina. Por tudo isso, é importante que se comece a pensar seriamente na criação de centros de pesquisa e de formação bíblica que se orientem a partir dos problemas reais que sentimos por aqui nas nossas comunidades.

O CEBI, Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, é uma tentativa que procura ser uma resposta a este “Sinal dos Tempos”. Fundado em 1978, cresceu e se expandiu rapidamente. Agora existe organizado em praticamente todos os Estados do Brasil, prestando o seu serviço a um número cada vez maior de igrejas. Além disso, recebe solicitações de vários países da América Latina, África e Europa para um intercâmbio deste tipo de leitura bíblica.

Histórias paralelas que se iluminam mutuamente para a alegria de muitos

  1. A Revelação de um novo rosto de Deus

Numa roda de amigos alguém mostrou uma fotografia, onde se via um homem de rosto severo, com o dedo levantado, quase agredindo o público. Todos ficaram com a idéia de se tratar de uma pessoa inflexível, antipática, que não permitia intimidade. Nesse momento, chegou um rapaz, viu a fotografia e exclamou: “É meu pai!” Os outros olharam para ele e, apontando a fotografia, comentaram: “Pai severo, hein!” Ele respondeu: “Não! Não é não! Ele é muito carinhoso. Meu pai é advogado. Aquela fotografia foi tirada no tribunal, na hora em que ele denunciava o crime de um latifundiário que queria despejar uma família pobre que estava morando num terreno baldio da prefeitura há vários anos! Meu pai ganhou a causa. Os pobres não foram despejados!” Todos olharam de novo e disseram: “Que fotografia simpática!” Como por um milagre, ela se iluminou e tomou um outro aspecto. Aquele rosto tão severo adquiriu os traços de uma grande ternura! As palavras do filho, mudaram tudo, sem mudar nada! As palavras e gestos de Jesus, nascidas da sua experiência de filho, sem mudar uma letra ou vírgula sequer, mudaram o sentido do Primeiro Testamento (Mt 5,17-18). O Deus, que parecia tão distante e severo, a ponto de o povo não ter mais coragem de pronunciar o seu Nome, adquiriu os traços de um Pai bondoso de grande ternura! O mesmo acontece hoje nas Comunidades Eclesiais de Base. A experiência humanizadora da convivência comunitária e da luta em prol da justiça e da fraternidade gera uma nova experiência de Deus e da vida que se transmite através da participação das pessoas nos Círculos Bíblicos e encontros comunitários e lhes comunica um critério novo de interpretação. Aqui está a fonte escondida e geradora do processo da leitura popular da Bíblia na América Latina.

  1. Ultrapassando a letra, o espírito comunica vida

O apóstolo Paulo dizia: “A letra mata, mas é o Espírito que comunica vida” (2Cor 3,6). Para Paulo, a letra era a história do povo descrita no Antigo Testamento. O Espírito era o rumo que existe dentro da história e cujo objetivo ou ponto final fica para além da história. No tempo de Paulo, alguns judeus se fechavam dentro da sua própria história (letra) e não aceitavam que ela estivesse orientada para desembocar na Boa Nova de Deus que Jesus nos revelou (2Cor 3,13). Por isso, assim afirma Paulo, a letra já não lhes comunicava a vida. Até hoje, a letra mata, quando a pessoas se fecham no seu próprio pensamento e não querem perceber que dentro da nossa história existe o fio de ouro da ação do Espírito de Deus que nos orienta para a vida plena.

A letra mata quando reduzimos a imagem de Deus ao tamanho das nossas idéias ou das nossas igrejas. Ao contrário, a letra desabrocha e revela o Espírito que comunica vida quando as pessoas se abrem para além de si mesmas, do seu próprio mundo e da sua própria igreja, e procuram descobrir o rumo para o qual as conduzem a sua história, a sua cultura, a sua igreja.

Aí, o seu horizonte se abre para a experiência sempre renovada de Deus e da vida. Aí, a letra da Bíblia está se tornando para elas a gramática que as ajuda a ler o que o Espírito nos fala pela nossa vida e pela história dos nossos povos. Ela ajuda a relativizar as confissões religiosas em vista do Reino de Deus.

  1. Superando os preconceitos, a imagem de Deus se purifica

A experiência de Deus, a imagem de Deus, transmite-se não tanto pelo que informamos sobre Deus através das doutrinas que ensinamos, mas muito mais pelo que transmitimos através das atitudes que tomamos. Mesmo sem falar de Deus, dele somos um reflexo. Algo se comunica. A imagem do Deus-Juiz-que-condena produz gente medrosa. A imagem do Deus-todo-poderoso-só-nosso pode produzir gente intolerante.

A imagem de Deus-ternura-mãe-e-pai gera pessoas acolhedoras e solidárias. A experiência de Deus se reflete no relacionamento humano. A Bíblia pode ajudar-nos a purificar nossa imagem de Deus e a humanizar nossa vida. Ao longo das suas páginas corre a expressão de uma dupla experiência. De um lado, uma experiência sempre renovada da vida, que leva as pessoas a descobrir e a criticar as imagens erradas de Deus.

De outro lado, uma experiência sempre renovada de Deus, que leva as pessoas a descobrir e a criticar atitudes e leis religiosas repressivas contra a vida. Até chegar a Jesus que é, para nós cristãos e cristãs, revelação plena de Deus e do sentido da vida. Tudo isso está começando a nascer como uma semente de mostarda nas.

  1. Humanizando o relacionamento, a vida humana se diviniza!

A imagem verdadeira de Deus é o ser humano, pois Deus nos fez à sua imagem e semelhança, Ele nos fez homem e mulher (Gn 1,27). Por isso, a experiência do Deus verdadeiro só é verdadeira quando ela gera um relacionamento que humaniza as pessoas e as torna acolhedoras e solidárias, compreensivas e amigas. Pois, se Deus nos fez humanos, o que mais honra a Deus e mais reflete a sua imagem é a humanização progressiva da vida. Para nós, cristãos e cristãs, Jesus é o modelo.

O Papa Leão Magno disse a respeito dele: “Jesus foi tão humano, mas tão humano como só Deus pode ser humano”. A experiência sempre renovada de Deus deve gerar novas relações entre nós. A última frase do AT que faz a transição para o NT exprime a esperança messiânica de todo ser humano: reconduzir o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais, para que a terra não seja destruída (Ml 3,24).

É o que a humanidade pode e deve espera da ação de nós cristãos que seguimos o ensinamento de Jesus. As comunidades procuram ser uma resposta a este desejo mais profundo do coração humano. Procuram ser, como Jesus, uma Boa Nova de Deus para todos, sobretudo para os pobres.

Fonte: CEBI – Carlos Mesters e Francisco Orofino.