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A ressurreição de Jesus, razão de nossa esperança.

A ressurreição de Jesus, razão de nossa esperança.
12 de abril de 2020 Comunicação

Neste momento em que estamos vivendo uma pandemia, a meu ver, o que mais precisamos é de Esperança! Força! Fé! E a liturgia de hoje está repleta dessa esperança! Então… vamos refletir um pouco sobre ela.

Na primeira leitura, temos o discurso de Pedro em Cesareia, onde ele faz o anúncio de Jesus, apresenta-o como Cristo, e mostra que Deus está além da lei de Moisés. Pedro fala sobre a abertura da salvação para todas as pessoas. “Todo aquele que crê em Jesus recebe em seu nome, o perdão dos pecados”. No discurso Pedro marca a função histórica privilegiada do povo hebreu, entretanto enfatiza que Jesus é o Salvador de todas as pessoas, indiscriminadamente. O importante é crermos, termos fé.

Em seguida temos o Salmo, que diz: “devemos dar graças porque o Senhor é bom”. Em outro trecho, “A mão direita do Senhor, me levantou”. […] Não morrerei, viverei para cantar as grandes obras do senhor”. E finalmente, “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se a Pedra Angular”.

E não é isso que a ressurreição nos traz? Jesus venceu a morte. E como diz a carta de Paulo aos Colossenses, Cristo encontra-se à direita do Pai. Portanto, se ressuscitamos com Cristo, nossa vida com Cristo em Deus está.

E todas essas passagens se completam com o evangelho de Jo 20, 1-9, onde encontramos o túmulo vazio. Neste evangelho, Maria Madalena, uma mulher, vai ao túmulo, não para passar bálsamos, pois no evangelho de João, outras mulheres já o tinham feito. Ela foi para chorar a morte de Jesus, seu mestre e amigo querido, mas ao chegar vê que a pedra havia sido retirada, e é ela, uma mulher, a primeira a ver o túmulo aberto, e vai ao encontro de Pedro e ao discípulo que Jesus amava dar esta notícia. Ambos, então, correm para ver o que havia acontecido.

E, hoje, nós como discípulos amados, devemos correr para ver o que está acontecendo. Isto me lembra o Papa Francisco solitário, rezando na Praça São Pedro, e quando esta cena chocou a multidão de católicos, alguém logo disse: Ele não estava sozinho, eu estava lá. E muitos foram dizendo através das mídias sociais, que estavam naquele momento, juntos com o Papa Francisco. Sim, nós estávamos lá.

E na Páscoa da Ressurreição, estamos juntos com Pedro, diante do túmulo vazio. Os panos mortuários estão dobrados, o lenço que cobriu a cabeça de Jesus também. O que isto significa? Não pode ter sido ladrão, pois ele não deixaria tudo organizado. Não…, isso mostra a soberania daquele que tem o poder de retomar a vida. Lázaro teve que ser desamarrado de sua mortalha; Jesus, não precisou de ninguém.

Como prescreve a lei, duas testemunhas presenciaram o túmulo vazio, mas o evangelho não deixa Madalena de fora, e nos informa que foi ela quem deu a notícia a Pedro, que com o outro discípulo, o discípulo amado, correu para o local do túmulo. Pedro entrou, e logo depois o outro discípulo, que vê e crê.

Na atualidade, nós somos o outro discípulo, o discípulo amado. E assim precisamos entrar em nosso interior, em nossos corações para ‘ver’ e ‘crer’.

Como diz o evangelho, eles ainda não tinham compreendido as Escrituras, e começaram ali a lembrar que estava escrito que Jesus iria ressuscitar dos mortos.

A ressurreição fez brotar a compreensão das Escrituras para eles, como hoje, deve nos lembrar: Jesus está vivo! Vivo! Espalhando o seu amor! Sofrendo com os que estão dentro de suas casas assustados, chorando com as famílias pelos que morrem, mas também curando com cada profissional de Saúde que trabalha incessantemente para salvar milhões de vidas. Servindo junto àquela pessoa que deixa a sua casa para trabalhar, com o cientista que busca encontrar o remédio certo, a vacina, e tudo o que poderá vir a nos ajudar a vencer essa pandemia, para fazer a vida retornar, acredito que não às condições que vivíamos antes.

Mas da mesma maneira que os discípulos de Jesus, diante da Ressurreição, compreenderam as Escrituras, nós também diante da Ressurreição, venhamos a compreender e nos deixar impregnar pelo amor incondicional de Jesus, que nos mostra o Deus solidário, Deus da vida. E a partir daí perceber que somos uma enorme família interligada entre nós e dependente de uma natureza, que precisa do nosso respeito e cuidado.

A ressurreição é o fundamento da nossa Esperança. E a salvação é para todos, sem distinção de gênero, sexualidade, religião, raça, etnia etc.

Terminamos esta reflexão, lembrando novamente o Salmista que diz: Eterna é a misericórdia de Deus! E assim, desejo a todos e todas uma Feliz Páscoa!

Maria Cristina Silva Furtado