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Nota de apoio à Campanha da Fraternidade Ecumênica, ao CONIC e à Pastora Romi

Nota de apoio à Campanha da Fraternidade Ecumênica, ao CONIC e à Pastora Romi
9 de fevereiro de 2021 Comunicação

Nos últimos dias circulou nas redes sociais um vídeo  cheio de ódio  e calúnias infundadas de autoria de um grupo católico ultraconservador, que provocou entre os cristãos, cristãs, irmãos e irmãs de outras tradições,  indignação e revolta. Diante dessa reprovável postura, o CEBI Nacional emitiu uma Nota de Apoio à Campanha da Fraternidade Ecumênica, ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs(CONIC) e à Pastora Romi Bencke. Segue abaixo a Nota na íntegra.

 

Nota de apoio à Campanha da Fraternidade Ecumênica, ao CONIC e à Pastora Romi

 

Nós do Conselho Nacional do CEBI, viemos a público nos posicionar sobre a polêmica levantada em relação à Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021.
Considerando que a Campanha da Fraternidade é uma experiência forte da Igreja Católica Apostólica Romana que anualmente reza, reflete e se propõe a fazer gestos concretos numa perspectiva de conversão cristã da realidade pessoal e social no tempo oportuno da Quaresma.
Considerando que a Campanha da Fraternidade Ecumênica já está em sua 5ª edição e é um tempo fecundo de vivermos a unidade na diversidade. Que o movimento ecumênico é importante e que as Igrejas têm uma caminhada de longa data nesta perspectiva, no Brasil e no mundo.
Considerando que o CONIC é um Conselho com várias igrejas membros e que é uma instituição séria seja no trabalho pastoral/evangelístico seja no respeito mútuo entre as Igrejas que o compõe.
Considerando que Romi Márcia Bencke é, sim, pastora da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e que a mesma como secretária geral do CONIC, articula a CFE e como seguidora da pessoa e da proposta de Jesus atua atenta aos/às empobrecidos/as e marginalizados/as da sociedade.
Assim sendo, apoiamos a Campanha da Fraternidade (CNBB), o CONIC e de modo especial a pessoa da Pa Romi Márcia Bencke e a Campanha da Fraternidade Ecumênica.

Que o discurso de ódio aos/às irmãos/ãs, que o segregacionismo e que a postura anti evangélica não corroa nossas igrejas nem mesmo nossas posturas pessoais. Que Jesus de Nazaré nos inspire para que todos/as sejamos um/a (conf. Jo 17,21a), “com toda humildade e bondade, com paciência, suportando uns aos outros no amor e procurando manter a unidade do espírito pelo laço da paz.” (Ef 4, 2-3).
E que não deixemos de proclamar hoje e sempre que “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14); pois estamos vendo o quanto necessário e urgente uma Campanha da Fraternidade Ecumênica que paute “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”.

 

São Leopoldo, 08 de fevereiro de 2021.

Rafael Rodrigues da Silva
Direção e Conselho Nacional do CEBI