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Justiça para Irmã Dorothy Stang

Justiça para Irmã Dorothy Stang
3 de maio de 2010 Centro de Estudos Bíblicos
Justiça para Irmã Dorothy Stang
O CEBI se solidariza com o povo de Anapu, com a família de Irmã Doroty e com aqueles e aquelas que acreditam na justiça.

A condenação de mais um latifundiário envolvido no assassinato de Ir. Doroty deve servir de estímulo para que continuemos levando adiante a luta pela defesa dos Povos da Floresta e o esforço para que tantos outros assassinos venham a ser punidos.

A comunidade na qual Ir. Dorothy residia sempre foi atuante no CEBI e soube fazer da Leitura Popular da Bíblia a ferramenta principal de trabalho junto ao povo.

"Eu não considero (a condenação dos acusados) um fim em si, porque o sistema continua em vigor. Enquanto não for feita alguma coisa para inibir a ganância e a busca desenfreada de terras, a situação vai continuar e logo mais vamos ter novas vítimas" (Dom Erwin Kräutler, Bispo católico do Xingu)

 

Abaixo segue relação dos acusados e respectivas condenações – Correio Braziliense – 02/05/10

Cinco anos após o assassinato da missionária Dorothy Stang, 73 anos, os acusados de envolvidos no crime foram julgados e condenados pela justiça brasileira:

 Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão – Último a ser julgado pela Justiça, recebeu pena  de 30 anos de prisão no dia 01/05/10. Galvão ainda não tinha sido julgado porque recorria a instâncias superiores para não ser submetido ao júri popular.

Vitalmiro Bastos de Moura, o Bira – Apontado como um dos mandantes do crime, foi condenado a 30 anos de prisão em julgamento realizado há duas semanas. O fazendeiro entregou-se à polícia no mês passado, após uma liminar que o mantinha em liberdade até o julgamento ser derrubada.

Rayfran das Neves, o Fogoió – Réu confesso, foi o autor dos disparos e recebeu pena de 27 anos. Após ter cumprido três anos, passou ao regime semiaberto.

Clodoaldo Batista, o Eduardo – O pistoleiro pegou 17 anos de prisão por ter ajudado Fogoió a executar a missionária. Também cumpre regime semiaberto.

Amair Feijoli da Cunha, o Tato – Intermediário entre os pistoleiros e os mandantes do crime, recebeu a sentença de 18 anos de prisão. Tato cumpre a pena em regime semiaberto.