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Jesuítas cobram das autoridades medidas sobre "processo de genocídio" contra os Guarani e Kaiowá

Jesuítas cobram das autoridades medidas sobre "processo de genocídio" contra os Guarani e Kaiowá
18 de julho de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
Jesuítas cobram das autoridades medidas sobre "processo de genocídio" contra os Guarani e Kaiowá
Religiosos da ordem Jesuíta, reunidos no último final de semana em Manaus (AM), emitiram uma nota em solidariedade ao povo Guarani e Kaiowá. Os jesuítas repudiam a violência sofrida pelos indígenas no Mato Grosso do Sul dentro do que chamam de um verdadeiro processo de genocídio.

À ordem Jesuíta pertence o Papa Francisco, que no Vaticano, depois de receber o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), o arcebispo de Porto Velho (RO) dom Roque Paloschi (na foto), declarou o mês de julho destinado a orações aos povos indígenas do Brasil.

Leia a nota na íntegra:  

 
Nota de solidariedade ao povo Guarani Kaiowá, contra violência e de apoio à recuperação de suas terras tradicionais

Nós religiosos e leigos/as reunidos/as na II Assembleia da Plataforma Apostólica Amazônia dos Jesuítas, nos dias 15 e 16 de julho de 2016, na Casa de Retiro Vicente Cañas, em Manaus/AM, manifestamos nossa solidariedade e total apoio ao povo Guarani – Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, a sua luta justa, legitima e vital pela recuperação de suas terras tradicionais.

Repudiamos a violência contínua, uma guerra não declarada, contra este povo indígena, que vem sendo atacado sistematicamente, num verdadeiro processo de genocídio, silenciado pelos grandes meios de comunicação, com os agressores a serviço do latifúndio, agindo livremente e em total impunidade.

Solicitamos das autoridades, diante desta situação inadmissível de extrema violência e impunidade, medidas urgentes de proteção do povo Guarani Kaiowá, a prisão dos criminosos e a retomada imediata da demarcação das terras indígenas.

Agradecemos aos povos indígenas que com a sua resistência, luta pela demarcação e proteção de seus territórios e sua forma de interagir com a natureza trazem uma contribuição significativa para o futuro de todos os povos e da vida no planeta.

“É indispensável prestar uma atenção especial às comunidades indígenas com suas tradições culturais… Para eles a terra não é um bem econômico, mas um dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam… Eles quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida”. (Papa Francisco, Laudato Si, 146)

Manaus 16 de julho de 2016.