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Intolerância religiosa cresce no país e audiência debate o assunto em Dourados

Intolerância religiosa cresce no país e audiência debate o assunto em Dourados
8 de junho de 2018 Centro de Estudos Bíblicos

via CEBI Dourados*

Estratégias de Enfrentamento à Intolerância Religiosa são debatidas em Audiência Pública

Uma audiência pública com o tema “Diálogo e Pluralidades: desafios frente à intolerância religiosa” aconteceu no dia 7 de junho, às 19h na Câmara de Dourados. Por meio do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI) atuante em Dourados, a proposta foi efetivada pelo vereador Elias Ishy (PT), para pensar ações em conjunta de enfrentamento a questão.

“Essa atividade é um ponta pé inicial para combater os casos de intolerância, através do diálogo entre a sociedade e buscando uma cultura de paz”, afirma a coordenadora estadual do CEBI, Marisa Motta Zimermann. Ela explica que uma comissão organizadora, composta por pessoas de várias denominações religiosas se uniram para debater sobre a importância do tema e pensar juntas e juntos no formato da audiência.

O palestrante da audiência foi o doutor em antropologia da religião, Felipe Kayodé, que é de Salvador (BA). Ele é um jovem teólogo, pesquisador independente e experiente na área, artista interdisciplinar e psicanalista envolvido nos estudos pós-coloniais e interseccionais, como no caso da religião, espiritualidade, violência, traumas, raça e subjetividades, além de trabalhar ativamente na luta antirracista.

Como desdobramentos da audiência, que agora serão trabalhadas e colocadas em prática, saíram várias propostas de ação. Entre elas: a criação de um fórum permanente de diálogo e combate à intolerância religiosa, que servirá de apoio para a sociedade, contribuindo nas denúncias de casos de violência e desrespeito à todas as manifestações religiosas; criar uma semana de debate sobre o tema nas escolas da rede pública; seminários durante o ano para aprofundar a temática e a criação de uma lei instituir o dia 21 de janeiro como um dia municipal de combate à intolerância religiosa.

Cooperação

Além do Cebi, Ishy destaca o apoio da Aduf Dourados, do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), do Ilê Axé Angola Megemulebaonã, do Instituto Cultural Malungo, do Centro Social Marista, da Rede Ecumênica da Juventude (REJU), do Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação (Simted) e da Rede de Relações Institucionais e Saúde Mental, “À Flor da Pele”.

Partilha de Marisa Motta Zimermann, Coordenadora do CEBI Dourados.