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Cresce onda de ataques homofóbicos no Rio de Janeiro

Cresce onda de ataques homofóbicos no Rio de Janeiro
Cresce onda de ataques homofóbicos no Rio de Janeiro
25 de fevereiro de 2014 Centro de Estudos Bíblicos
Pouco mais de um ano depois de se mudar para a nova sede, na rua São João, o Grupo Diversidade Niterói viu as instalações vandalizadas na madrugada do último dia 19. Janelas quebradas, pichações e inscrições homofóbicas nas paredes, além de muito material destruído, foi o que sobrou.

A tática dos invasores foi clara: levar pouca coisa, mas destruir tudo que fosse possível. “Quebraram mesas, cadeiras, arquivos. E também levaram computadores e algumas peças menores de mobiliário. A nossa exposição fotográfica foi destruída, as fotos foram rasgadas. Nossas fichas cadastrais, atas, muitos documentos, foram furtados ou rasgados”, informa Miguel Macedo, presidente da entidade.

Para os diretores do GDN, o objetivo do ataque é paralisar as atividades do grupo. “Conquistamos um Ponto de Cultura, já temos dez anos de atuação, fazemos um trabalho importante de prevenção de DST e aids, prestamos atendimento psicológico à comunidade LGBT. Depois que o Centro de Apoio a Portadores de DST e Aids (Capa) foi extinto, passamos a ser o principal ponto de distribuição de preservativos. Por isto, muita gente entra e sai da nossa sede, para os eventos, para buscar camisinhas. Além disso, fizemos uma grande festa pelos dez anos de existência, no dia 24 de janeiro. Estamos visados”, avalia Macedo.

O presidente da entidade também lembra que os ataques que têm ocorrido aos estabelecimentos comerciais da região têm características muito diferentes. “Não é o mesmo perfil. O que tem acontecido são pequenos furtos em lojas, aqui destruíram tudo. Fica muito clara a motivação”, conclui o ativista.

Além do registro da ocorrência policial, feito na 76ª DP, a diretoria do GND recorreu a aliados. No dia seguinte, houve uma reunião com a Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para discutir os ataques homofóbicos que têm acontecido. No encontro, ficou definida a realização de uma audiência pública no dia 20 de março. A OAB-RJ, por meio da Comissão de Direitos Humanos, com apoio do programa estadual Rio Sem Homofobia, marcou ato de solidariedade às vitimas de violência homofóbica, que acontece dia 26, quarta-feira, às 10h, na sede da OAB-RJ.

Espancamento e morte

O ato da OAB-RJ não foi motivado somente pela destruição da sede do GDN. Outro ataque homofóbico recente foi a agressão sofrida por Vanessa Holanda e Leidiane Carvalho. O casal deixava o desfile do bloco carnavalesco Boi Tolo, no centro do Rio, no último dia 15, quando foi abordado por dois homens. Vanessa foi derrubada, recebeu chutes e socos e teve as roupas rasgadas. Leidiane foi agredida quando tentou ajudar a namorada. A agressão ocorreu durante o dia e o local estava muito movimentado. A solidariedade dos passantes foi mínima.

No mesmo fim de semana em que Vanessa e Lidiane foram agredidas, o cabeleireiro Waldemir Estrela foi espancado e assassinado no próprio apartamento, em São Gonçalo.

O CEBI rechaça todo e qualquer tipo de preconceito ou discriminação e reafirma o seu compromisso na construção do respeito ao  direito à diversidade religiosa e sexual.

CONHEÇA as seguintes publicações do CEBI:

A Bíblia e as Mulheres de Blanqui Otaño et tal.

Repensando masculinidades: resgatando a riqueza das imagens de Deus nos relacionamentos masculinos de José Josélio da Silva (Org.).

Violências em nome de Deus de Luis José Dietrich