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Acordo eleitoral adotado na Somália aprova 30% de representação feminina no parlamento

Acordo eleitoral adotado na Somália aprova 30% de representação feminina no parlamento
11 de fevereiro de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
Acordo eleitoral adotado na Somália aprova 30% de representação feminina no parlamento

O secretário-geral das Nações Unidas elogiou o compromisso da Somália de que 30% do parlamento seja ocupado por mulheres e destacou a necessidade de elaborar um caminho para se chegar ao sufrágio universal até 2020.

"Dá-me um prazer particular compartilhar grandes novidades convosco", disse o chefe da Missão de Assistência Especial da ONU na Somália (UNSOM), Michael Keating, ao Conselho de Segurança, a respeito do acordo alcançado pelo governo somali sobre as eleições de 2016.

Entre os pontos mais relevantes do acordo está o compromisso de representar as mulheres e os grupos minoritários no governo, com as mulheres a ocuparem 30% do próximo parlamento.

"Isto é o culminar de quase seis meses de intensas consultas. E este pode ser um divisor de águas, marcando o aumento da maturidade política da Somália", afirmou Keating. Acrescentou, no entanto, que o sucesso do país dependerá da gestão de ameaças, especialmente as representadas por grupos terroristas, como o Al-Shabaab.

As três semanas que passaram desde que assumiu a função de representante especial "não foram as mais fáceis", reconheceu Keating, sendo marcadas por intensa negociação política e por dois ataques terroristas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, no entanto, elogiou a liderança somali pela decisão tomada, e destacou a urgência de se estabelecer um roteiro político em direção a um sufrágio universal na Somália até 2020, para garantir um momento contínuo de transição do país para a democracia.

Keating também informou que a situação humanitária no país é "preocupante". Milhões de crianças, mulheres e idosos estão vulneráveis, e 4,9 milhões – ou 40% da população – precisam de ajuda humanitária. Mais de 1,1 milhões de civis são deslocados internos e 300 mil crianças abaixo dos 5 anos sofrem de desnutrição. Vários milhões também não têm acesso a cuidados de saúde, a água e a saneamento básico. O chefe da UNSOM pediu que o plano de resposta humanitária recentemente lançado seja "generosamente" apoiado.