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Mais um grupo do Projeto Extensivo conclui sua caminhada

Mais um grupo do Projeto Extensivo conclui sua caminhada
9 de dezembro de 2015 Centro de Estudos Bíblicos
Mais um grupo do Projeto Extensivo conclui sua caminhada
No dia 05 de dezembro do corrente ano, mais um grupo do Projeto Extensivo de Formação de Biblistas concluiu sua caminhada de cinco anos de estudo da Palavra. Para usar a linguagem de Roger Lenaers, que afirma ser a “Bíblia uma mina com toneladas de pedras e poucas onças de ouro”, foram cinco anos de “garimpagem” para buscar as Palavras de Vida na Bíblia e que se encontram em meio a palavras humanas que a compõem.

Estão de parabéns as sete pessoas que perseveraram nesse processo: Frederico Reis da Costa e Janete Júlio Martins, de Duque de Caxias; Maria Aparecida Sequeira, Maria de Fátima Dornellas e Maria Zélia Guerreiro Scorsato, do Rio de Janeiro; Maria do Carmo Cardoso, de Mesquita, e Roberto Fernandes de Souza, de Belford Roxo. São sete lideranças melhor preparadas para semear a boa semente da leitura popular e libertadora da Bíblia, reforçando a equipe do CEBI no Rio de Janeiro.

Nossa gratidão a Mercedes Lopes e a Obertal Ribeiro, que não mediram esforços para acompanhar esse processo de estudo bíblico através de sua assessoria, da partilha de sua experiência e amizade.

Com a presença de Ildo Bohn Gass, da secretaria de Formação do CEBI, nos reunimos na casa de Maria Aparecida em torno da mesa da partilha e celebramos a riqueza dessa caminhada de cinco anos. Maria do Carmo, de Mesquita, disse que esse estudo lhe deu um novo olhar sobre a Bíblia e sobre a vida, libertando-a de preconceitos e levando-a a um respeito maior pela diversidade religiosa.

Para Maria de Fátima, da cidade do Rio de Janeiro, houve mudanças até no seu comportamento. Disse que “agora conheço um Deus de amor que não castiga. É um Deus que nos revela que somos iguais, não importando etnia, gênero, cor e crença. Somos todos irmãos e irmãs”.

Maria Aparecida, também do Rio, lembrou que “o CEBI abriu-me uma porta que eu não conhecia. Sei que minha caminhada ainda é longa, porque começo a dar os primeiros passos, mas estou feliz. Para mim, o CEBI é um jeito de ser e de sentir o Bem Viver”.

Janete, que veio de Duque de Caxias com seu companheiro Afonso que esteve junto nessa caminhada, ressaltou que, “antes desse estudo bíblico, sentia a falta de algo, muitas coisas não se encaixavam. Deus não podia ser vingador, medindo cada atitude. Não podia ser ditador, exercendo um poder centralizador. Eu sentia falta da coerência com a vida. Hoje, experimento Deus com um novo olhar, de maneira muito mais confiante, buscando aquilo que acontece na vida”. Janete continuou dizendo que “os textos bíblicos só podem ser bem entendidos quando colocados em seus contextos, buscando o que está por trás daquilo que foi escrito. É na vida que se experimenta Deus e se realiza o milagre de estar junto a tantas outras pessoas”.  E concluiu, dizendo que Afonso lhe afirmara que “o CEBI transformou a sua vida. Embora já tivesse participado de vários outros cursos, não havia correspondência com a vida e sua realidade. O convívio com esta maneira de ler a Bíblia no curso Extensivo deu-lhe um novo olhar, impulsionou-o para novas buscas”.

Segundo Maria Zélia, do Rio de Janeiro, “antes de participar do CEBI, a compreensão da Bíblia estava distante da realidade atual. Experimentava um Deus todo poderoso, um Jesus glorioso e a Vida desvinculada da Bíblia. Esse era o rosto de Deus que tinha em mente”. No entanto, depois de participar do CEBI, Maria Zélia tem outra visão: “a experiência que tenho hoje da Bíblia é que ela não traz as respostas pontas. Ela foi escrita para animar e iluminar as comunidades para que possam descobrir o rosto de Deus como um pai misericordioso ou uma mãe amorosa que ama seus filhos. Para entender a Bíblia, lancemos mão do triângulo hermenêutico Bíblia/Realidade/Comunidade, tomando como exemplo os discípulos de Emaús e seguindo a metodologia de Jesus: aproximar-se, ouvir, caminhar junto e descobrir, à luz da Palavra, que o amor é o serviço e o milagre é a partilha”.