Reflexão do Evangelho

Eu vos farei pescadores/as de gente…

Reflexão do Evangelho de Lucas 5:1-11

Leia a reflexão sobre Lucas 5:1-11, texto de Lilian Sarat

Em tempos pandêmicos, onde a realidade virtual se impõe cada vez mais, a internet tornou-se um mar de informações, muitas vezes com poucos palmos de profundidade. O instantâneo, o imediato é mediado por diversas mídias sociais, onde a maior fome e sede é por seguidores que venham clicar no “like”, conferindo sentido de inclusão e pertencimento a um mundo irreal e ilusório, que mantém seres humanos a margem deste mar, enquanto conteúdos inúteis são monetizados por empresas que vendem seus produtos, na lógica ilógica do consumo, para satisfação de desejos materiais, enquanto milhões morrem de fome e sede do pão da realidade que sacia a fome de alimento, educação, moradia e segurança.

São multidões a margem, buscando respostas diante de tanto mal que assola o mundo e, como ovelhas sem pastor, vagam procurando algum alívio para o grande vazio que aumenta com o isolamento e a solidão. Assim o mundo virtual se torna um modo de existir, em que a aparência, o superficial e o artificial moldam pessoas e as deixam acorrentadas aos seus desejos egoístas. Para legitimação de suas existências, seguem personagens irreais em suas redes sociais, que se denominam influenciadores digitais. Não é a toa que o sonho de muitos jovens é tornar-se um “youtuber”, o tal “influencer”, que podem ganhar independência financeira e até fama, através do mundo virtual com mais e mais seguidores.

Nesta “idade da mídia” em que vivenciamos um contexto digital e virtual, deste lugar e não lugar que olhamos para o relato da pesca maravilhosa, narrado no capítulo 5 do Evangelho de Lucas, buscando compreender a profundidade e radicalidade do movimento de Jesus que nos chama ao discipulado e aprendizado, ações que requer humildade e entrega, onde a fama e o número de seguidores não é o foco ou objetivo a ser perseguido.

Nos tempos de Jesus não havia redes sociais digitais para se espalhar rapidamente as notícias, mas existia a rede da oralidade onde um contava para o outro os feitos do filho de José – o carpinteiro. Ouviam dizer que o rapaz  andava por todos os cantos pregando a palavra de Deus, curando e fazendo milagres como nunca havia visto naquelas redondezas. Lucas demonstra em suas narrativas que a fama de Jesus já havia se espalhado, tanto que multidões o seguiam, buscando alívio para suas dores e respostas para suas perguntas existenciais. Ao contrário dos “influencer” dos nossos dias, ávidos por seguidores e que buscam a todo o custo a fama; Jesus se recusa a receber os “likes” daqueles que ele sabia que o procuravam apenas para o alívio imediato de suas dores sem, de fato, se comprometerem profundamente com seu movimento. Por isso busca refúgio numa comunidade de pescadores, as margens do Mar da Galileia e, para fugir da multidão que o seguia e o apertava, pediu ajuda de Pedro um dos pescadores que estavam por ai lavando suas redes. Jesus sabia que muitos poderiam segui-lo, mas poucos se tornariam de fato seus discípulos, abraçando verdadeiramente seu projeto de Reino. Jesus via que aqueles homens eram comprometidos com seu ofício de pescador e por isso poderiam vir a contribuir com seu movimento se tornando pescadores de gente.

Para se livrar da multidão, Jesus sobe no barco de Pedro e pede para que ele se afastasse da margem, e de cima do barco ensinava as pessoas. Ao terminar seu discurso, encoraja Pedro a levar o barco para as águas mais profundas. Neste momento se depara com homens cansados e frustrados, que haviam trabalhado a noite inteira sem pegar nenhum peixe. Ao receber a ordem de Jesus para lançar as suas redes, Pedro relutante, afirma que jogaria as redes por causa das Palavras do Mestre e o milagre acontece. A abundância de peixes era tão grande, que Pedro chamou seus companheiros para ajudar com a pesca, pois as redes quase se arrebentavam e ele não conseguiria sozinho, o que nos ensina o sentido de comunidade e ajuda necessário para qualquer movimento.

Para acontecer o milagre é preciso sair das águas rasas, se afastar das multidões e do mundo das aparências, adentrar as águas mais profundas para além desta dimensão materialista e superficial. O chamado de Jesus para ter a cooperação dos pescadores é radical e requer entrega e consciência de si, isto é, reconhecer-se pecador, humano, frágil, fraco como o fez Pedro, ao se ajoelhar diante do Mestre, reconhecendo sua fragilidade diante de tão grande milagre. Ao lado de Jesus não alcançariam fama, likes ou milhões de seguidores, mas deveriam fazer discípulos e discípulas, pessoas profundamente engajadas na construção de um mundo real e possível para todas as gentes sem injustiças ou desigualdades.

No movimento de Jesus não há lugar para a superficialidade, para as aparências ou veleidades. Seu chamado é radical e nos impele a se afastar da margem, para adentrar

na profundidade do nosso ser, acessar nossa essência divina e se colocar a serviço da humanidade. Ele nos convida a ser pescadores e pescadoras de gentes, que se arriscam a sair das águas rasas e do mundo das aparências, para um compromisso radical com a  transformação da nossa realidade que está para além do virtual.

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