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Ressurreição e Missão: Estou com vocês todos os dias! (Mt 28,1-20) [Mesters, Lopes e Orofino]

Ressurreição e Missão: Estou com vocês todos os dias! (Mt 28
Ressurreição e Missão: Estou com vocês todos os dias! (Mt 28,1-20) [Mesters, Lopes e Orofino]
16 de abril de 2014 Centro de Estudos Bíblicos
 
 
 
 
 
 
 
 
O Evangelho a ser refletido no próximo domingo é Mt 28,1-10. Aqui, optamos por transcrever a passagem integral (Mt 28,1-20), abordada no 25º roteiro de círculo bíblico do livro Travessia: quero misericórdia e não sacrifício.
 
 
Situando
 
a)   No início do Evangelho de Mateus, ao apresentar Jesus, o evangelista tinha dito que Jesus é Emanuel, Deus Conosco (Mt 1,23). Agora, no fim, ele comunica a mesma certeza, pois a fé, proclamada pelas comunidades, era esta: “Jesus ressuscitou como havia dito. Ele está vivo no meio de nós e nos envia em missão! Estará conosco sempre, até o fim dos tempos. (Mt 28,7.18-20). Mas nas contradições da vida, esta verdade muitas vezes é contestada. Por isso, neste último capítulo, não faltam as oposições. De um lado, guardas romanos que controlam tudo. Do outro, mulheres amorosas que buscam saídas. De um lado, os chefes dos judeus mandam dizer que o corpo foi roubado pelos discípulos. Do outro, as mulheres, alegres com a presença de Jesus, reúnem de novo os discípulos e levam a eles a Boa Notícia da ressurreição.
b)    Nos evangelhos, a ressurreição de Jesus é contada com uma linguagem simbólica, que revela o sentido escondido dos acontecimentos. Fala-se de tremor de terra, relâmpagos e anjos que anunciam a vitória de Jesus sobre a morte (Mt 28,2-4). É a linguagem apocalíptica, muito comum naquela época. Ela revela a experiência de ressurreição das comunidades. Finalmente, o mundo foi transformado pelo poder de Deus! Realizou-se a esperança dos pobres. Maravilhadas, as comunidades afirmam: “Ele está vivo, no meio de nós! Ele nos ajudará, para que possamos fazer a mesma travessia da morte para a vida!”
 
 
1.    Mateus 28,1-8: A alegria da Ressurreição vence o medo
Na madrugada do domingo, o primeiro dia da semana, duas mulheres vão ao sepulcro. De repente, a terra treme e um anjo aparece como um relâmpago. Os guardas que estavam vigiando o túmulo desmaiam. As mulheres ficam com medo, mas o anjo as reanima, anunciando a vitória de Jesus sobre a morte e enviando-as a reunir os discípulos e discípulas de Jesus na Galileia. É na Galileia que eles poderão vê-lo de novo. Lá, onde tudo começou, acontecerá a grande revelação do Ressuscitado.
2.    Mateus 28,9-10: A ordem de reunir os irmãos na Galileia
As mulheres saem correndo. Dentro delas, há um misto de medo e de alegria. Sentimentos próprios de quem faz uma profunda experiência do Mistério. De repente, o próprio Jesus vai ao encontro delas e diz: “Alegrem-se!” Elas se prostram e o adoram. É a postura de quem acredita e acolhe a presença de Deus, mesmo que surpreenda e ultrapasse a capacidade humana de compreensão. Agora é Jesus que dá a ordem de reunir os irmãos na Galileia.
 
3.    Mateus 28,11-15: A astúcia dos inimigos da Boa Nova
A mesma oposição que Jesus encontrou em vida aparece agora depois da sua ressurreição. Os chefes dos sacerdotes se reúnem e dão dinheiro aos guardas. Eles devem espalhar o boato de que os discípulos roubaram o corpo de Jesus e inventaram essa conversa de ressurreição. Os chefes recusam e combatem a Boa Notícia da Ressurreição. Preferem acreditar que tudo não passou de uma invenção dos discípulos e das discípulas de Jesus.
4.    Mateus 28,16-20: “Vão pelo mundo afora! Estou com vocês!”
A manifestação de Jesus na montanha da Galileia não é evidente para todos. Uns acreditam. Outros duvidam. Mesmo diante da visão da sua glória e autoridade, Jesus continua pedindo um ato de fé. Neste último encontro, ele dá aos discípulos e discípulas a missão de levar a Boa Nova da Ressurreição a todas as nações do mundo. A pequena comunidade deve ser Luz das Nações, realizando sua missão junto aos pequeninos e fazendo com que outras pessoas se tornem também discípulas de Jesus.

O testemunho das mulheres

A presença das mulheres na morte e ressurreição de Jesus é significativa. Somente duas são citadas aqui: Maria Madalena e a outra Maria (Mt 28,1). No dia do enterro, as mesmas duas ficaram sentadas diante do sepulcro e, portanto, podiam dar testemunho do lugar onde fora colocado o corpo de Jesus (Mt 27,61). Agora, na madrugada do domingo, elas estão lá. Sabem que aquele sepulcro vazio é realmente o de Jesus. A profunda experiência de morte e ressurreição que elas fizeram transformou suas vidas. Elas mesmas ressuscitaram e se tornaram testemunhas qualificadas da ressurreição nas comunidades cristãs. Por isso, recebem a ordenação de anunciar: “Jesus está vivo! Ele ressuscitou!”
 
 
Você pode aprofundar essa reflexão lendo os círculos bíblicos do livro Travessia: quero misericórdia e não sacrifício. Clique aqui para acessá-lo.