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Porto Alegre conclama à resistência dos povos

Porto Alegre conclama à resistência dos povos
18 de janeiro de 2017 Centro de Estudos Bíblicos
Porto Alegre conclama à resistência dos povos
Na tarde do dia 17/01, mais de 7 mil pessoas organizadas entre lutadoras e lutadores de resistência, atuantes do movimento sindical, sociedade civil organizada e independentes fizeram ecoar em Porto Alegre um grito de luta, ou melhor, vários gritos de lutas por um país e uma sociedade melhor e sem a perda de direitos, diante de uma conjuntura econômica, social e cultural em plena decadência, e  que muitos teóricos vem chamando de a “Nova Era da Barbárie”.
O que mais se ouviu durante a marcha iniciada no largo Glênio Peres foi o grito brasileiro de Fora Temer, embora companheiros e companheiras da América Latina se fizeram presentes, inclusive da Europa e África.
Entre os gritos ecoaram a luta dos povos indígenas contra a PEC 215, os movimentos de resistência negros, como, religiões de matrizes africanas, o Hip Hop, a UNEGRO, entre outros movimentos da diversidade,  além da luta pela moradia, pela alimentação, pela vida e direitos das mulheres,  cultura e os atingidos pela falsa realidade dos governos minimalistas e neoliberais.
Aldineia Machado, educadora popular e integrante da coordenação do Fórum Social PanAmazônico, descreveu a emoção de estar em contato com o Fórum Social das Resistências e a tradição das lutas em Porto Alegre. “Estamos preparando um Fórum muito especial reunindo povos latinos e brasileiros no Peru e viemos trazer companheiros para conhecer essa tecnologia social. A Amazônia é do Brasil, somos nós que estamos no debate e estamos levando pois em 2018 será também na Guiana Francesa, nossa nação irmã. Temos a função de linkar povos”, afirmou.
Para Miguel Rosseto, ex-ministro do governo Dilma, defendeu o respeito à diversidade e a luta pela democracia. “A luta democrática hoje é central aqui e em todo planeta, a luta que combate qualquer retrocesso. As pautas conservadoras promovem uma verdadeira barbárie, desagregadoras, sinalizam um novo tipo de fascismo inaceitável. Este fórum,  caminhando por 16 anos numa luta mais justa planta aqui milhares de sementes. Lutadores da democracia, e essas milhares de sementes, se transformarão, breve, em multidão”.