Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

FEACT Brasil apoia denúncia que pede condenação de Bolsonaro no TPI

FEACT Brasil apoia denúncia que pede condenação de Bolsonaro no TPI
31 de julho de 2020 Comunicação

Uma coalizão de mais de 200 organizações e movimentos sociais, incluindo entidades religiosas e ecumênicas, reforçou o apoio à representação da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) perante o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, pedindo que atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, responda por crime contra a humanidade.

Essas organizações, assim como a ABJD, defendem que o presidente cometeu crimes contra a humanidade, por exemplo, quando incentivou ações que aumentaram o risco de proliferação de coronavírus e, também, ao se recusar a implementar políticas mais contundentes de proteção às minorias, que é o caso dos povos originários e tradicionais.

A representação da ABJD junto ao TPI foi feita em abril deste ano. De acordo com eles, o Brasil tem um chefe de Estado com atitudes que são absolutamente irresponsáveis. “Por ação ou omissão, Bolsonaro coloca em risco a vida da população, cometendo crimes e merecendo a ação do Tribunal Penal Internacional para a proteção da vida de milhares de pessoas”, reforça o documento assinado pelos advogados Ricardo Franco Pinto (Espanha) e Charles Kurmay (EUA).

A queixa, agora, tem o apoio do Fórum Ecumênico ACT Brasil (FEACT).

Rafael Soares, representante de Koinonia, que integra o FEACT, apoia a denúncia “por entender que Bolsonaro, como presidente, cometeu um crime contra a humanidade, ou seja, crimes contínuos nos quais a crise da pandemia no Brasil está se aprofundando”.

“Como organização que atuou no apoio humanitário e de emergência para populações altamente vulneráveis, temos monitorado de perto a proliferação deste vírus, especialmente nos segmentos mais vulneráveis. Gritos e pedidos de apoio chegam diariamente à nossa organização”, acrescenta Sonia Mota, diretora da Coordenadora Ecumênica de Serviço (CESE).

“A iniciativa da ABJD é extremamente relevante, pois coloca a responsabilidade política dos chefes de Estado perante a sociedade no centro da questão, com a possibilidade de responsabilização não apenas por seus atos, mas também suas omissões”, enfatiza Romi Bencke, secretária-geral do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC).

Na avaliação da secretária executiva da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), pastora Cibele Kuss, é necessário denunciar um presidente incapaz de manifestar compaixão diante da dor e das mortes causadas por uma pandemia sem gestão. “A diaconia transformadora de Jesus é amor e defesa de direitos humanos. A denúncia ao Tribunal Internacional é urgente porque, para o atual governo, nem todas as vidas importam”, afirma.

CONIC / ALC Notícias

Foto: Shutterstock