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"Ato de solidariedade às religiões de matriz africanas" será na ABI

"Ato de solidariedade às religiões de matriz africanas" será na ABI
"Ato de solidariedade às religiões de matriz africanas" será na ABI
20 de maio de 2014 Centro de Estudos Bíblicos
Artistas apoiam o manifesto, e vários religiosos participarão
"As manifestações religiosas afro-brasileiras não se constituem em religiões". Essa foi a afirmação do juiz federal Eugênio Rosa de Araújo, da 17.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e que causou polêmica nas ultimas semanas. Considerando a Constituição Brasileira, a  Comissão de Combate a Intolerância Religiosa (CCIR) e a Associação Nacional de Mídia Afro (ANMA) promoverão, amanhã, quarta-feira, às 17h, o “Ato em Solidariedade às Religiões de Matriz Africana”, que ocorrerá no nono andar da Associação Brasileira de Imprensa (ABI),  localizada à Rua Araújo Porto Alegre, 71. A intenção e juntar religiosos, ateus e agnósticos, universitários, intelectuais e membros da sociedade que se preocupam com a defesa de seus direitos.

Diversidade

Maçons, rosacruzianos, judeus, espíritas, evangélicos, bahá’ís e diversos segmentos que compõem a comissão são presenças confirmadas. Contudo, para o interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Ivanir dos Santos, a intenção é convocar políticos que defendam os Direitos Humanos, artistas, escritores, intelectuais e, principalmente, os jovens. Artistas como Dudu Nobre e Lázaro Ramos apoiam a ação e estão divulgando em suas redes pessoais.

O juiz Eugênio Rosa de Araújo ainda afirmou não serem urgentes as retiradas de vídeos depreciativos contra seguidores da Umbanda e do Candomblé, negando a solicitação feita pela Associação Nacional de Mídia Afro. A justificativa é de que tais segmentos não têm uma figura única de Deus. Porém, dos Santos provoca um questionamento. “O argumento dele é cartesiano e desqualifica a oralidade, legitimando apenas a cultura escrita. Não podemos esquecer que, no principio, era o verbo. Portanto, é contraditório. Se for nessa lógica, ele é contra o que ele mesmo segue, já que Cristo pregava a palavra,” diz.

Com o tema “Independente de Escolhas, Somente Unidos Somos Fortes”, o Ato fomenta que a afirmação do juiz é uma ofensa não apenas para as religiões de matriz africana, mas também a toda população brasileira que tem em uma base cultural relações arraigadas no Candomblé, como as escolas de samba, os blocos afros, além da língua, culinária e formação populacional. Nesses princípios, Ivanir segue fortalecendo o livre arbítrio. “Todos têm o direito a escolher o caminho pelo qual chegará a Deus. Ou, inclusive, de não crer em nada. Para nós, religiosos, respeitar o livre arbítrio é o mesmo que respeitar Deus, pois é um dom dele concedido a cada um”.

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