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A fúria do machismo de deputados e senadores

A fúria do machismo de deputados e senadores
3 de Maio de 2016 Centro de Estudos Bíblicos
A fúria do machismo de deputados e senadores
Eduardo Cunha vem promovendo, em nomes das bancadas da bala, da bíblia e do boi, a aprovação de vários projetos da TFP dos pastores eletrônicos, considerados anti-feministas, e misóginos.

O exotismo  está que mulheres vêm participando desse movimento patriarcal, notadamente as esposas do segundo ou terceiro casamentos de pastores, e fora da religião existe até uma página na internet com o titulo “Mulheres contra o feminismo“.

A milionária pastora Elizete Malafaia, esposa de Silas Malafaia, lançou uma campanha para valorizar as “mulheres do lar”.  Em janeiro de 2013, uma reportagem da famosa revista estadunidense Forbes classificou Malafaia como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com um patrimônio estimado pela publicação em 150 milhões de dólares.

O jornalista da extrema direita da revista Veja, Augusto Nunes, depois de pedir o fuzilamento de Lula em praça pública, atiçou: “Dilma Rousseff não consegue dizer coisa com coisa. Essa merece ─ pelo menos ─ 20 chibatadas por discurso”.

O antifeminismo foi recentemente denunciado por Dilma Rousseff em uma entrevista coletiva. Questionada por uma jornalista se o fato de ser a primeira presidenta mulher no Brasil influenciou nas tentativas de desestabilização do seu governo, Dilma disse acreditar que a questão de gênero é um forte componente nesse processo. Para ela, certas atitudes não aconteceriam caso o presidente da República fosse um homem.

“Houve, inclusive, recentemente um lamentável episódio de um texto de um órgão de imprensa que mostra uma misoginia. Falam o seguinte, mulher sob tensão tem que ficar histérica, nervosa e desequilibrada. E não se conformam que eu não fique, nem nervosa, nem histérica, nem desequilibrada. Aí tem uma outra ala que diz que não é bem isso, porque eu não estou percebendo o tamanho da crise. Eu até não gosto de falar porque eu tenho uma familiar e acho a forma que tratam essa questão muito desrespeitosa: falam que eu sou autista. Um preconceito tão grande quanto o de gênero.[…] Agora, eu lamento profundamente o grau de preconceito contra a mulher, de que mulher tem que ser frágil. Ora as mulheres brasileiras não têm nada de frágeis, elas criam filhos e lutam”, disse de enfatizar sua percepção sobre posicionamentos machistas. “Tem misturado nisso tudo um grande preconceito contra a mulher. Têm atitudes comigo que não teriam com um presidente homem”.