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Poema da gratidão a Dom Antônio Possamai

Poema da gratidão a Dom Antônio Possamai
5 de novembro de 2018 CEBI Secretaria de Publicações

via IHU*

“Com o teu olhar sempre sereno, manso, carregado da mais pura ternura, sabia captar as alegrias, as dores, as angústias e aflições dos índios, camponeses, agricultores, dos sem-terra, migrantes, dos explorados e injustiçados; de homens, mulheres, jovens e crianças”, testemunha o poema de Luzia Cândido dos Santos, graduada em Letras/Português pela Universidade Federal de Rondônia e com pós graduação em Espiritualidade Cristã e Orientação Espiritual pela FAJE/BH, celebrando a memória de Dom Antônio Possamai, bispo emérito de Ji-Paraná, recentemente falecido em Porto Velho. A Irmã Luzia Cândido dos Santos, da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, trabalhou com D. Possamai, em Ji-Paraná.

Poema da gratidão a Dom Antônio Possamai

Dom Antônio Possamai,
Profeta do amor e da esperança,
Nosso irmão e Amigo,
Verdadeiro Pastor, do jeito de Jesus de Nazaré!
No coração do teu povo, continuarás vivo, sempre presente!

Junto ao teu povo da Diocese de Ji-Paraná tu carregaste o teu bastão de Pastor,
Com mansidão, ternura e bondade! Com tuas “sandálias desamarradas” e com “cheiro de tuas ovelhas”, como nos fala o Papa Francisco!
Andaste incansavelmente nas estradas empoeiradas desse chão sagrado, desse pedacinho da Amazônia!
Soubeste descer às profundezas dos corações, especialmente dos mais pobres, sofridos, humilhados e excluídos.

Soubeste ser um verdadeiro irmão junto ao teu Povo amado!

Foste um sinal de comunhão nessa Igreja e Povo da Amazônia!
Encarnaste em tua vida o jeito de Jesus!
Com o teu olhar sempre sereno, manso, carregado da mais pura ternura, sabia captar as alegrias, as dores, as angústias e aflições dos índios, camponeses, agricultores, dos sem-terra, migrantes, dos explorados e injustiçados; de homens, mulheres, jovens e crianças.

Todos ocupavam e continuam ocupando um lugar sagrado no teu coração!
Tu foste a voz dos ‘sem voz’!
Teus ouvidos sempre estavam prontos para ouvir quem se aproximavam de ti para contar as dores e sofrimentos. Sabias escutar tal como Jesus escutava!
Ah! Lembro como os teus olhos brilhavam quando vias e ouvias as lideranças falando, expondo suas ideias, conhecimentos, experiências…

Sabias confiar e incentivar as diversas lideranças a também serem Pastores e Pastoras do Povo! E quanta gente comprometida tudo fizeste surgir nessa Diocese: leigos e leigas, verdadeiros protagonistas do Evangelho! São muitos nomes que me vêm à memória!
Teu jeito de ser líder e Pastor era democrático e incentivador!
Formaste missionários, tal qual fez Jesus!

Dom Antônio, tu correste risco de vida pela vida do teu povo!
Foste ameaçado e perseguido como foi Jesus de Nazaré!
Não tiveste medo de correr risco para proteger, defender e salvar tuas ovelhas de ‘lobos ferozes e devoradores!’ Tu foste muito corajoso diante das perseguições sofridas!
Ah, dom Antônio, como poderemos te retribuir por tanto amor e coragem?

Mas tenha certeza, nosso querido irmão:
Todos nós queremos e nos comprometemos no cuidado com a vida em todos os sentidos, como nos ensinaste:
A vida das águas e da terra;
A vida dos pobres, principalmente os mais indefesos e desprotegidos;
A vida de teu povo amado!

Dom Antônio,
Faremos germinar, crescer e produzir as sementes que em nossos corações semeaste com ternura e esperança. A semente da justiça, do Amor, da profecia e da misericórdia!
A semente de cada Pastoral Social que sonhaste e criaste nessa Diocese! Nenhuma deixaremos morrer porque é o Projeto de Deus que se faz presente nesse chão da Amazônia!
Queremos cultivar a semente da coragem e dar ao menos um pouco de nossa vida e serviço como Tu fizeste, incondicionalmente!
Inesquecível Dom Antônio, leve consigo nossa mais profunda gratidão e carinho!
Te amaremos sempre! Junto de Deus, interceda por todos nós!

Poesia partilhada pela autora ao CEBI. Publicado também no site do IHU Online.