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Conheça a oração oficial da SOUC 2021

Conheça a oração oficial da SOUC 2021
11 de dezembro de 2020 Comunicação

Você já deve saber que no próximo ano teremos mais uma edição da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC), certo? O tema já foi definido, e apresentamos ele nesta matéria aqui.

Agora, em primeira mão, conheça a oração oficial da SOUC:

 

Amado e misericordioso Deus pai e mãe,

Tu nos chamas para vivermos a unidade e a reconciliação.

Por isso estamos reunidas (os) para celebrar, orar, e Te louvar.

Nesta semana de oração, queremos ser tocadas (os) por Teu Amor e ao permanecer Nele, nos reconciliamos conosco e com nossas irmãs e irmãos.

Em Cristo, Teu Amado Filho, desejamos produzir bons frutos para vivermos em comunhão, restabelecendo relações de amizade, partilha e solidariedade e, assim, nos reconhecermos como irmãs e irmãos neste mundo tão dividido.

 

SOUC 2021

Os subsídios da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, edição 2021, foram preparados pela Comunidade Monástica de Grandchamp. No Brasil, quem está responsável por adaptar todo esse material é o Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC).

 

Conheça o CAIC*

O movimento ecumênico surgiu na Amazônia paraense a partir das mobilizações pela libertação dos presos do Araguaia, como ecumenismo de base, no anseio por justiça e paz associado ao ideal de unidade marcam esse movimento assim como têm marcado a história do movimento ecumênico mundial.

O ecumenismo de base que se manifesta como militância sócio-política libertadora, não se baseia em documentos, mas a partir da ação, da militância e da celebração cotidiana da fé dos cristãos em situações de luta.

No dia 31 de agosto de 1981, policiais, fortemente armados, invadiram a casa paroquial de São Geraldo do Araguaia, e prenderam o Padre Aristides e também o Padre Francisco Gouriou e mais alguns lavradores e agentes de pastoral. No dia 11 de setembro, os quinze presos foram algemados e transferidos de avião para Belém sendo presos na sede da Polícia Federal. A notícia da prisão alcançou rapidamente as comunidades e os bispos da região.

No dia 12 de setembro D. Vicente Zico, então bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém, celebrou na basílica de Nazaré a primeira das inúmeras missas de solidariedade, com a presença de cerca de 800 pessoas. No dia seguinte outra missa foi celebrada na Igreja do Perpétuo Socorro com a presença de 8 bispos e 24 padres reunindo mais de 2.000 pessoas. Também nesse dia teve início a vigília permanente em frente à sede da Polícia Federal, mobilizando diversas comunidades e movimentos populares. O Movimento ganhou corpo com a adesão de grande número de entidades populares, algumas lideranças de Igrejas Evangélicas como a Anglicana, Luterana (IECLB) e Metodista, passando a organizar-se oficialmente como Movimento Pela Libertação dos Presos do Araguaia (MLPA).

No dia 23 um grande culto ecumênico foi celebrado reunindo sacerdotes de cinco igrejas: Católica, Luterana (IECLB), Metodista, Batista e Evangelho Quadrangular, com a presença de Dom Alano Pena, então Bispo coadjutor da Prelazia de Marabá, e os padres Bernardo Hoyos e Savino Mombelli.

O movimento manteve-se ativo ao longo dos quase 10 meses até o julgamento.

Nos primeiros dias de setembro, ocorreu um encontro bíblico na cidade de Abaetetuba, com o frei Carlos Mesters. Para esse encontro era esperada também a presença do Padre Aristides. Durante a reunião chegou a notícia da prisão dos padres. Inicialmente houve a tentativa de mobilização das igrejas para uma vigília pela libertação.

Em seguida, já em Belém foi convocada uma reunião no Instituto de Pastoral Regional (IPAR), no prédio do arcebispado, onde também se localizava a sede da CPT regional. A ideia inicial era apenas a realização de uma missa. Durante a reunião delineou-se o caráter ecumênico do movimento.

Após o encerramento das mobilizações em torno libertação dos presos, boa parte da liderança permaneceu em contatos à medida que surgissem fatos que justificassem alguma tomada de posição. Ao longo de pelo menos 4 anos foi sendo amadurecida a ideia e em 27 de outubro de 1987 foi oficialmente fundado o Instituto Universidade Popular (UNIPOP), em reunião celebrativa na Paróquia Anglicana de Santa Maria de Belém (hoje Catedral), com a participação de 15 entidades ligadas ao movimento popular, sindicatos e instituições religiosas. A UNIPOP nasceu no intuito de ser “uma ONG de educação popular, cujo princípio básico está no pluralismo político, de gênero, cultural e religioso”. A viabilização do empreendimento foi possível graças ao apoio das organizações parceiras internacionais, Pão para o Mundo, Igreja Evangélica da Alemanha, ICCO da Holanda, Christian Aid da Inglaterra.

A linha de atuação sócio política e a feição teológica-ecumênica, como expressão da identidade da instituição, como também a criatividade e a expressão lúdico/artística a partir das raízes culturais do povo amazônico e paraense.

Um dos programas iniciais da UNIPOP constava de um Curso de Teologia Popular como espaço de reflexão bíblico teológica a partir do compromisso libertador ecumênico. Nutriu-se a ideia de um curso de teologia, popular e ecumênico em nível de graduação. A ideia tornou-se realidade a partir da constituição do Conselho Amazônico de Igrejas Cristãs (CAIC), fundado em 18 de novembro de 1996, passando a representar o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) para a região amazônica.

O curso de teologia do CAIC, passou a funcionar a partir de março de 1998 com 33 alunos de diferentes Igrejas, como a Católica Romana (maioria), Episcopal Anglicana, Metodista, Luterana(IECLB), Batista, Universal do Reino de Deus, Evangelho Quadrangular e Assembleia de Deus, e pessoas de outras igrejas pentecostais, reunidos no Núcleo Básico de Teologia.

Um importante aspecto a ser ressaltado é que o Curso Ecumênico de Teologia do CAIC viabilizou-se de importantes parcerias: A UNIPOP cedeu parte de seu espaço físico, o Instituto de Pastoral Regional (IPAR) da Igreja Católica Romana disponibilizou sua biblioteca, além da colaboração efetiva de alguns professores e professoras da Universidade Federal do Pará (UFPA) e também da Universidade do Estado do Pará (UEPA), o que garantiu o bom nível do curso desde seu início pelo diálogo com ambientes acadêmicos já consolidados.

Em 15 de dezembro de 2001, foi criado a ACER – Associação Amazônica de Ciências Humanas e da Religião. Que assumiu a área de formação acadêmica do CAIC, que mesmo sendo de elevado nível acadêmico, era curso livre. Ficando o CAIC com a incumbência de relações, celebrações e articulações ecumênicas. Com uma maior exigência de diplomas reconhecidos pelo MEC, a ACER entrou em uma crise que não teve volta, cessando suas atividades no final de 2014.

Atualmente o CAIC que no início era um conselho de Igrejas, é agora um conselho de igrejas e movimentos ecumênicos, sendo atualmente formado pelas Igrejas Católica Apostólica Romana, Diocese Anglicana da Amazônia (IEAB), Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida, CEBI – Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos, Movimento Focolares, e ACER – Associação Amazônica de Ciências Humanas e da Religião. O CAIC vem se esforçando para o cumprimento de seu papel na busca de uma unidade visível, na linda diversidade da Igreja de Cristo.

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*Copilado e adaptado da Tese de Mestrado do hoje Prof. Pr. da IECLB, Antônio Carlos Teles da Silva.

Matéria extraída do portal CONIC : https://www.conic.org.br/portal/