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CEBI colabora em Congresso de animação bíblica da Igreja Católica

CEBI colabora em Congresso de animação bíblica da Igreja Católica
10 de outubro de 2011 Centro de Estudos Bíblicos
CEBI colabora em Congresso de animação bíblica da Igreja Católica

A convite da CNBB, o CEBI colaborou na realização Congresso de Animação Bíblica promovido pela Igreja Católica. Realizado nesses em Goiânia, o evento reune mais de 500 pessoas.

Entre as pessoas assessoras, estão  Lúcia Weiler, Mercedes de Budalles, Carlos Mesters, Luís Sartorel  e Francisco Orofino. Outras lideranças do CEBI se fizeram presentes, colaborando nas oficinas e ajudando a divulgar o trabalho de Leitura Popular da Bíblia desenvolvido pelo CEBI.

Mercedes de Budalles (CEBI-GO), uma das conferencistas, recuperou a história da animação bíblia na América Latina. Lembrou que, "além dos documentos de Instituições, Sociedades e Igrejas, existiram comunidades e pessoas reais, com experiências bíblicas espalhadas pela ‘Pátria Grande', especialmente entre as Comunidades Eclesiais de Base que, comprometidas com uma nova leitura bíblica, semearam estudos, chaves de leitura e interpretações bíblicas que delinearam sua ‘animação bíblica' na mística e nas suas realidades e opções de suas vidas". 

 

A seguir a notícia extraída no site da CNBB:

 O biblista e professor de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Valmor da Silva, foi o primeiro conferencista neste domingo, 9, do I Congresso Brasileiro de Animação Bíblica da Pastoral. O evento, promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), começou ontem no teatro Madre Esperança Garrido, no Colégio Santo Agostinho, em Goiânia (GO).

"A intenção é destacar como a palavra de Deus ilumina a vida do povo de Deus, na perspectiva da animação bíblica de toda a pastoral", explicou o biblista, que apresentou o tema "A Palavra preparada".

Valmor desenvolveu seu tema lembrando, em primeiro lugar, as comparações que a bíblia faz da Palavra de Deus. Neste sentido, o biblista recordou que a Palavra é como "chuva que fecunda a terra, fogo que queima por dentro, luz que ilumina a caminhada, espada afiada que corta, atleta que corre veloz, alimento que sacia e remédio que cura".

O conferencista destacou, ainda, que "a Palavra anima a vida toda". Segundo disse, "o Primeiro Testamento é um celeiro repleto de material sobre a animação bíblica da pastoral e da vida como um todo".

"A palavra anima não apenas a formação religiosa, litúrgica, ou a catequese específica, mas ela conforma toda a vida cidadã, na família, na escola e na sociedade, em todos os seus setores. É onde a palavra e a própria vida se fundem como uma realidade única", disse Valmor.

Os trabalhos deste domingo, que têm a coordenação de Marlene, membro do Grupo de Reflexão Catequética (Greacat), tiveram início com a leitura orante da Palavra de Deus em grupos. Após a oração, os grupos voltaram para o auditório trazendo a bíblia em procissão e com cantos.

Este foi o tema desenvolvido pela biblista e professora da Escola de Teologia e Espiritualidade Franciscana (Estef), Irmã Lúcia Weiler, na manhã deste domingo, 9, no I Congresso Brasileiro de Animação Bíblica da Pastoral. Ela apontou a criação e a libertação como dois marcos celebrativos e enumerou dez "estacas ou indicadores de momentos celebrativos da caminhada do povo de Deus".

Segundo a irmã a inspiração das dez "estacas" vem do profeta Jeremias, "que convida o povo a celebrar a volta do Exilio e hoje nos convida a entrar no mesmo caminho".

As estacas são: o credo do povo de Deus; os salmos;  a leitura profética da história; a leitura sapiencial da história; o cântico de Maria no encontro com Isabel; da tentação à oração e missão; a reconciliação; a celebração da despedida de Jesus; a  madrugada do novo dia, o primeiro da semana e a Palavra vivida e celebrada nas comunidades cristãs nascentes, geradas no Espírito.

"Celebrar é acolher a renovação da Aliança de Deus conosco, e da nossa aliança com Deus. Em todas as celebrações de renovação da Aliança, consta a palavra "hoje". E podemos continuar caminhando na certeza da promessa de Deus: Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos", concluiu Irmã Lúcia. 

Mais duas conferências marcaram o segundo dia do I Congresso Brasileiro de Animação Bíblica da Pastoral, que a CNBB realiza desde ontem no teatro Madre Esperança Garrido, do Colégio Santo Agostinho, em Goiânia (GO). Os temas "A pastoral na vida da Igreja" e "A Palavra de Deus é viva e eficaz" foram apresentados, respectivamente, pelo teólogo, padre Agenor Brighenti, e pelo bispo de Rondonópolis (MT), dom Juventino Kestering.

Padre Agenor acentuou o momento de crise por que passa o mundo ocidental que, segundo disse, "deve-se à crise da modernidade, do projeto civilizacional moderno, responsável pelas maiores conquistas para a humanidade, mas, ao mesmo tempo, pelas maiores frustrações da história".

Para o teólogo, a saída da crise não está em ser anti-moderno ou pré-moderno; em ser pós-moderno ou em aferrar-se à modernidade; mas "em dar um passo a mais dentro da modernidade, redimensionando e acrescentando novas aspirações ao seu projeto, que ainda não foi substituído por nenhum outro que o supere".

Segundo padre Agenor, a crise da modernidade "afeta diretamente a Igreja, pois nela está também implicado o Concilio Vaticano II, dado que, entre outros, ele significou a reconciliação da Igreja com o mundo moderno, depois de cinco séculos de oposição e excomunhão em bloco".

O teólogo apontou, como "modelos de pastoral inconseqüentes com as mudanças atuais", a pastoral de conservação, que desconhece as mudanças; a pastoral apologista, que teme as mudanças; a pastoral secularista, que sofre com as mudanças e a pastoral liberacionista, que nega as mudanças.

De acordo com padre Agenor o novo paradigma pastoral neste tempo de mudanças deve ter como baliza uma pastoral que se desvencilhe do modelo de cristandade e que se desvencilhe do modelo de cristandade; uma pastoral de "volta às fontes" e não de "volta ao fundamento" e liberta do passado, mas guardando uma preciosa herança; uma pastoral que faça do ser humano o caminho da Igreja e que seja pautada pela gratuidade e o respeito à alteridade; uma pastoral que faça do presente um tempo messiânico e que seja centrada na Palavra e animada pela Bíblia.
Dom Juventino

"Falar de ‘Pastoral na vida da Igreja: uma nova compreensão de Pastoral num mundo em mudança' é resgatar e atualizar a dinâmica da pastoral para que ela seja ‘viva e eficaz'", disse o bispo de Rondonópolis, dom Juventino Kestering, ao iniciar sua conferência para os 500 participantes do Congresso Brasileiro de Animação Bíblica da Pastoral.

Para o bispo, a Palavra de Deus é "viva para responder aos anseios, às buscas, às necessidades dos homens e das mulheres de hoje" e "eficaz porque o homem e a mulher modernos já não suportam algo que não tem significado e nem se sente atraído a aquilo que não é eficaz".

Segundo dom Juventino, o primeiro passo da pastoral que se fundamenta na Palavra de Deus e seja iluminada por ela, "será conhecer a Palavra e acolhê-la". Ele defendeu a necessidade de uma renovação pastoral para uma animação bíblica da pastoral. "Falar em renovação pastoral necessariamente exige adentrar na eclesiologia de participação, em todos os níveis; pensar em paróquias descentralizadas e missionárias, onde os leigos e as leigas, junto com seus pastores, realizam sua vocação", explicou.