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Amai os vossos inimigos [Marcel Domergue]

Por suas palavras, seus comportamentos e sua vida, Jesus nos ensina o que é agora o cumprimento da Lei: «Ser perfeito como o Pai celeste é perfeito.» Não através de meticulosas e multiplicadas observâncias, mas duma ventania de liberdade: «Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus», nos lembra Paulo.

A reflexão é de Marcel Domergue (+1922-2015), sacerdote jesuíta francês, publicada no sítio Croire, comentando as leituras do 7º Domingo do Tempo Comum, do Ciclo A (19 de fevereiro de 2017). A tradução é de Francisco O. Lara, João Bosco Lara e José J. Lara.

Eis o texto.

Referências bíblicas

1ª leitura: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19,1-2.17-18)

Salmo: Sl. 102(103) – R/ Bendize, ó minha alma, ao Senhor, pois ele é bondoso e compassivo.

2ª leitura: “Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus” (1 Coríntios 3,16-33)

Evangelho: “Amai os vossos inimigos” (Mateus 5,38-48)

 

A loucura de Deus

As palavras de Jesus, no evangelho de hoje, são um programa para nós. Ou, se quisermos, um ideal a não se perder de vista. Indicam uma concepção do mundo e da vida em contradição com o comportamento habitual da maior parte dos homens.

Jesus nos pede para sairmos do espírito do mundo: estais no mundo, mas não sois do mundo, conforme ele nos diz, no evangelho de João. As suas prescrições, que vão muito além da Lei aqui resumida sob a forma do talião, não são certamente para serem tomadas ao pé da letra.

Em João 18,22-23, quando um guarda deu-lhe uma bofetada durante o processo, Jesus não lhe ofereceu a outra face, mas perguntou-lhe: «Por que me bates?» Notemos que ele não se deixou levar pela cólera nem buscou vingar-se, mas remeteu o guarda a si mesmo, convidando-o a interrogar-se a respeito do seu comportamento.

Jesus não o julgou: encarregou-o de julgar-se a si mesmo. No evangelho de hoje, Jesus vai mais longe: pede que nos submetamos à vontade do outro, mesmo sendo esta uma vontade maldosa. Ele mesmo aceitará dar sua própria carne e o seu sangue, e pedirá para fazermos a mesma coisa, em sua memória.

Não pensemos imediatamente em martírio: quantos pais são levados a se submeterem às escolhas imprevisíveis dos seus filhos, quando estes se tornam adultos? E os esposos, então, em relação um ao outro? A cada instante somos convidados a dar a nossa vida, de um modo ou de outro, enquanto esperamos o dom último e definitivo.

A perspectiva da Paixão já estava presente no Sermão da Montanha, o primeiro discurso de Jesus, em Mateus. Assim, o final já está presente desde o início. E tudo o que vem em sequência irá apenas demarcar a sua caminhada até ao dom absoluto de si mesmo. Sabedoria de Deus que é loucura para os homens, como diz Paulo.

Como é Deus?

As maneiras de representar Deus de que dispomos são antropomórficas, ou seja, são tiradas do que vemos em nós mesmos, os humanos. É que o Todo Outro nos escapa. Atribuir, no entanto, a Deus o que vemos acontecer entre os homens não é de fato totalmente absurdo, uma vez que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Sim, mas estamos em vias de terminar a nossa criação e, afinal, a única imagem autêntica que temos é o Cristo «Imagem do Deus invisível» (Colossenses 1,15). Ele é o homem perfeito, completo. Ele é que é «perfeito como o nosso Pai celeste é perfeito» (as últimas palavras do evangelho de hoje).

E eis que ele pede que nos unamos a ele aí mesmo, nesta perfeição da semelhança. Só, então, Deus será verdadeiramente o nosso pai, pois o que caracteriza a paternidade ou a maternidade é a semelhança (Gênesis 5,3). Assim, quando Jesus nos pede para sermos perfeitos como o nosso Pai é perfeito, está pedindo para irmos até ao fim da nossa humanidade.

Podemos retomar as recomendações que ele nos faz (não enfrentar quem é malvado, dar além daquilo que nos querem tirar, amar os nossos inimigos) sem perdermos de vista, contudo, que elas nos descrevem a própria «conduta» de Deus para conosco.

Temos aí quem pode e deve nos fortalecer. É a retomada de ânimo que precede e desencadeia a imitação. Temos de ser como Deus. Era este o projeto de Adão e Eva, deste «homem velho» que se mantém no fundo de nós mesmos. A não ser que este velho homem se engane a respeito de Deus. Escutemos o que dele nos diz o Homem Novo, o Cristo.

Fonte: www.ihu.unisinos.br, 17/02/2017.

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