Bem vindo(a) ao CEBI ! (51) 3568-2560

CEBI-TO: Que foi que fizemos para merecer isso?

CEBI-TO: Que foi que fizemos para merecer isso?
2 de fevereiro de 2013 Centro de Estudos Bíblicos
CEBI-TO: Que foi que fizemos para merecer isso?

Que foi que fizemos para merecer isso? Estou sendo castidaga? Onde está Deus? Com essas perguntas e com um espírito aberto, o grupo do CEBI do Tocantins se reúne mais uma vez para continuar o processo de formação para assessoria bíblica. O grupo está na terceira etapa que acontece em Porto Nacional/TO de 31/1 até 3/2, com a participação de 10 pessoas.

O tema é o Exílio e Pós Exílio de ontem e de hoje. O grupo reconhece que é um período bíblico muito extenso para tão poucos dias, mas espera conseguir percorrer o máximo de caminho que puder com a ajuda de Paulo Ueti que foi convidado para facilitar essa etapa. Paulo é de Brasília e ajuda a coordenar o Serviço Internacional de Intercâmbio do CEBI.

Durante o processo de formação, o caminho da descontrução e da aquisição de novos olhares hermenêuticos são constantes desafios para o grupo. Além das informações históricas, da linha do tempo e dos instrumentos exegéticos que serão compartilhados, o grupo é acompanhado pela liturgia e pelo espírito de busca e curiosidade para redescobrir as imagens de Deus que se apresentam naquele período e como isso influenciou as teologias que ainda hoje se desenvolve. Também, com olhares e "respiros" críticos, o grupo trilha os rumos das novas teologias e espiritualidades que ajudaram e podem ajudar na atualidade, a redimensionar e conviver com o mal e o sofrimento vividos tão intensamente por aquelas pessoas no tempo passado.

Perguntas desconfortantes com certeza permanecerão. Como lidar com a diversidade em tempos de crise e ameaça de perda de identidades? Como lidar com a violência às vezes tão característica de determinadas lideranças religiosas que usam a imagem e o nome de Deus para provocar divisões, ódio e exclusão? Como continuar ajudando na atualidade as pessoas a revisitar a Bíblia, ou pelo menos as histórias bíblicas, com olhares e palavras que esfriem a violência e provoquem mais conexão do que individualização? Com energias carregadas o grupo segue e permanece na vigília constante para continuar no caminho de fidelidade e de compromisso com os direitos das pessoas e do planeta e com a transformação do mundo, escutando e obedecendo o chamado do Espírito que "faz novas todas as coisas".