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CEBI-DF e Universidade Católica de Brasília realizam estudo bíblico sobre Evangelho de João

CEBI-DF e Universidade Católica de Brasília realizam estudo bíblico sobre Evangelho de João
4 de novembro de 2019 Comunicação

por Janaína Barros*

Deus é amor
Arrisquemos viver por amor
Deus é amor
Ele afasta o medo!

Amantes da Palavra ser reencontraram no 19/10/2019 para estudar sobre o Evangelho de João, que é fonte de Amor (o Amor é o centro) e dele brotaram os textos do Evangelho conhecido como Evangelho do discípulo Amado ou da Comunidade do DeusAmor. O encontro foi assessorado pelo Klaus Paz (colaborador do CEBI e do Movimento de Adolescentes e Crianças – MAC).

Através dos textos percebemos que as comunidades joaninas eram mais circulares e igualitárias do que as outras. O estudo bíblico procura ser o mais circular possível, e em círculo cada um e cada uma recordou uma música ou poema que falasse sobre AMOR e conversamos sobre a vida. A brincadeira Fogo na Montanha serviu pra fazer a memória
do encontro anterior.

Para ajudar a refletir sobre o que é o Amor, Klaus trouxe conceitos de diferentes pensadores a começar por Platão, que por volta do ano 380 a.C. no livro O Banquete, disse que “o amor é a força para a contemplação da beleza mais pura e ideal”.

Sigmund Freud, o criador da psicanálise, escrever em seu livro Além do Princípio do Prazer, de 1920, que o amor está relacionado ao libido/Eros: força que impulsiona a vida. Para o budista, Dalai Lama, a compaixão é um profundo desejo de ver os outros aliviados do sofrimento, o amor é a outra faceta, um forte desejo de ver os outros felizes. Renato Russo juntou o texto bíblico de Paulo com o poema de Luiz de Camões e compôs a
música Monte Castelo (1989):

“Ainda que eu falasse a língua do homens / E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria / É só o amor, é só o amor / Que conhece o que é verdade / O amor é bom, não quer o mal / Não sente inveja ou se envaidece”

O Evangelho ensina que “não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13).

O Evangelho foi escrito na cidade grega na Ásia Menor (hoje Turquia) Éfeso, por volta do ano 100 d.C. da deusa Ártemis, uma das mais veneradas divindades da mitologia grega, cultuada por aliviar as doenças femininas, proteger as crianças e os jovens. Conforme José Bortolini, em seu livro Como ler o Evangelho de João, o texto bíblico
surgiu por meio de conflitos: com o mundo (humanidade e sistema injusto); com as autoridades dos judeus; com os seguidores do Batista(Jo1,6-8); com aqueles ligados as instituições dominadoras (Jo12, 42-43); e com as igrejas apostólicas hierarquicamente constituídas (Pedro, André, Filipe, Natanael, Tomé e Judas Tadeu).

Um Evangelho que destaca a participação/protagonismos das mulheres como lideranças daquelas jovens comunidades. Em uma sociedade patriarcal o gesto de lavar os pés das pessoas era praticado pelas mulheres e por escravos e Jesus, na última ceia, Jesus ressignifica o gesto para dizer que o ato de estar a serviço é para todos e todas em sinal de amor.

O Evangelho de João é cheio de sinais, cheio de sutilezas e as comunidades joaninas experimentaram o projeto do amor de Deus que se revelou em Jesus de Nazaré. O amor era a única lei. Era o critério que orientava as novas relações nas comunidades de iguais. Levamos para casa questionamentos, que mesmo tendo respostas é sempre bom serem feitas:

Mas o que é o Amor?
E o que é um amigo e uma amiga?
A gente já vivenciou algum gesto de amor? Quais são os sinais do amor?
Quem era o discípulo amado?

Por Janaína Barros – Movimento de Adolescentes e Crianças (MAC).