Sexta-Feira Santa

Lucelia de Azevedo
CEBI-RN

Is 52, 13-53,12;

Hb 4, 14-16; 5, 7-9;

Jo 18, 1 – 19, 42;

O texto do Profeta Isaias fala do cântico do servo sofredor, apresenta um servo desfigurado pela dor e sofrimento, desprezado pelos homens por causa de sua aparência, que nem parecia humana.

No Evangelho João, em dois capítulos concentra a narrativa da Paixão, começa com a prisão de Jesus. Ele sendo interrogado por Anás e depois por Pilatos. Vermos no trecho dos versículos 14-27, a negação de Pedro, quando perguntado: “és tu também discípulo desse homem”? Ele responde “não sou”. Quantos vezes negamos o Senhor, com nossas atitudes e ações. Por exemplo, esse ano, durante a quaresma refletimos a situação dos moradores de rua, dos sem tetos. E nós enquanto discípulos de Jesus, como estamos agindo com relação a essa situação? Qual nossa atitude ao ver nas ruas pessoas sem teto, sem comida, sem o necessário para uma vida digna.   Quantas vezes ignoramos essas pessoas, até mesmo a caminho da igreja. Fica o questionamento “não somos também nós discípulos desse homem”?

Pedro, se esconde e negar o senhor por três vezes, com medo das consequências que o compromisso com Jesus pode trazer, assim como nós hoje, nos escondemos por medo, o medo que nos faz negar o Senhor, diante de tantas injustiças sociais, onde se tira o pouco que se têm.

Assim, como Pilatos usou de sua autoridade para condenar Jesus a morte. Os representantes do poder do mal, usam de suas forças e com violência brutal, tiram os homens e mulheres moradores de rua dos centros das grandes Metrópoles, sendo assim, como Jesus condenados, condenados a vivem numa vida desumana e sem dignidade. Pilatos só queria se livrar do problema, como também as autoridades de hoje que tiram os moradores dos centros para que não chame a atenção dos visitantes. Ou até mesmo nós quando damos uma esmola na rua e logo dizemos “vá saia daqui”, sem nenhum respeito pelo Cristo que está entre nós, pressente no mendigo, no pedinte, só queremos nos livrar. Por acaso, “não somos nós também discípulos desse homem”? Que Sexta-feira Santa, possamos refletir que discípulos nós estamos sendo de fato?

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