Reflexão do Evangelho

Curar – Para quê? (Mc 1,29-39)

“Vem, caminheiro, o caminho é caminhar.
Vai, peregrino, meu amor testemunhar!”

Estamos no 5º Domingo do Tempo Comum da ICAR. Melhor seria dizer “Tempo do Caminho”. Vamos com Jesus Caminheiro fazendo caminho, encontrando amigos (às vezes, até ‘inimigos’ ou inimizades), enfrentando desafios e construindo o Reino de Deus.

Recentemente lemos o evangelho de Jesus em Nazaré (Mc 6,1-6), onde não conseguia fazer milagres (do grego, dynamis), mas realizou apenas algumas curas (do grego, therapeuó), pois “um profeta só não é estimado em sua pátria”: não acreditaram no Nazareno! Ali ele não conseguiu realizar a dynamis de Deus, ou seja, não foi possível demostrar o poder dinâmico e libertador do Reino de Deus, pois, não havia interesse daquela comunidade, fez só curas. Logo, uma cura, ou seja, um procedimento terapêutico, é algo menor que a manifestação da dynamis de Deus.

Assim, seguindo caminho com Jesus Peregrino, chegamos na casa de Pedro (Mc 1,29-39) com uma pergunta: Curar, para quê?

Jesus está em Cafarnaum. Se nos conectarmos ao texto, imediatamente, anterior (Mc 1,21-28), percebemos que Jesus e seus amigos estão na sinagoga exorcizando o “espírito imundo” da Lei. É sábado e estamos na casa, em Cafarnaum, mais precisamente, na casa de amigos, casa de Simão e André. A casa é o lugar do encontro da comunidade. Neste lugar propício para realização do poder libertador do Deus da vida, a comunidade percorre um “ritual de cuidado” com a sogra de Simão:

  • A comunidade pede por ela (Mc 1,30b), para que se realize nela o poder do Deus da vida.
  • Ele se aproxima, toma-a pela mão e levanta-a (Mc 1,31a), pois é um profeta carinhoso e afável, não faz “espetáculo de cura”, mas ajuda a criação de Deus desfigurada e doente a encontrar o seu propósito. Levanta e abraça, pois “de pé” é a postura do ressuscitado: a sogra de Simão foi ressuscitada.
  • A doença vai embora (Mc 1,31b), pois onde a força dinâmica da vida está presente, não há lugar para ela.
  • E ela pôs-se a servi-los (Mc 1,31c), pois qual o objetivo da cura, senão, dispor a discípula para colocar-se de volta no caminho de Jesus?

Ora, depois dessa experiência de discipulado e seguimento com a Comunidade da Sogra de Simão, segue-se de um encadeamento de eventos como consequência, que podemos sintetizar em cimo palavras: fama, cura, oração, espetáculo e periferia. A ideia de que existe alguém que pode mandar o mal ir embora é muito poderosa, por isso Jesus se torna famoso. Ele sabe aproveitar essa situação para fazer o bem e curar. Contudo, sabe que não pode fazer isso sem a conexão com sua fonte, por isso “se levantou e foi rezar num lugar deserto”: a fama é barulhenta, mas o caminho do Reino se faz com uma certa dose de silêncio e oração. Essa conexão com sua fonte, o Pai, Deus do Êxodo, o ajuda a enfrentar a tentação do espetáculo, do qual ele foge e se refugia na periferia: da  casa para a periferia, da comunidade para a missão. Sigamos juntos a Jesus Caminheiro!

Márcio Luiz de Oliveira
@poesismarcio
CEBI Bahia

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