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A violência contra a mulher e o papel das religiões

A violência contra a mulher e o papel das religiões
A violência contra a mulher e o papel das religiões
25 de novembro de 2014 Centro de Estudos Bíblicos
A cada cinco minutos uma mulher é agredida no Brasil e, em muitas vezes, isso acontece no espaço privado, segundo dados do “Mapa da Violência 2012: Homicídio de Mulheres no Brasil”, divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (CEBELA) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO).

Mais de 5 milhões de mulheres seguem alguma tradição religiosa e, ao sofrerem algum tipo de violência, têm medo da culpabilização por parte da igreja ou não se sentem confortáveis para se abrirem sobre o ocorrido, talvez por causa do discurso machista e patriarcal defendido por líderes religiosos.

Dados e informações como estes inspiraram Koinonia Presença Ecumênica e Serviço, uma instituição ecumênica de serviço do Rio de Janeiro, a criar a Rede Religiosa de Proteção à Mulher Vítima de Violência. A Rede promove nos dias 21 e 22 de novembro o Seminário Religião & Violência contra Mulher.

O objetivo do encontro, que acontece em São Paulo e tem o apoio da Rede Ecumênica de Juventude (REJU), do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e de outros parceiros, é aprofundar aspectos de violência de gênero e as interfaces com a religião, analisar a violência doméstica entre mulheres evangélicas e entre mulheres de outras religiões e identificar formas possíveis de enfrentamento e ao mesmo tempo de acolhimento às vítimas.

“A participação ativa de religiosos em suas comunidades na rede de proteção às mulheres em situação de violência pode, além de promover uma incidência nas políticas públicas previstas na legislação brasileira, também estabelecer um canal de apoio, acolhida e orientação”, explicam os organizadores do evento.