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3 livros para ouvir Frei Carlos Mesters

3 livros para ouvir Frei Carlos Mesters
14 de setembro de 2017 Centro de Estudos Bíblicos
Frei Carlos Mesters

Jacobus Gerardus Hubertus Mesters nasceu na Holanda, no dia 20 de outubro de 1931. Foi este o nome que recebeu na pia batismal.  Vinte anos mais tarde, ao receber o hábito da Ordem Carrnelita, já no Brasil, foi rebatizado de Carlos: Frei Carlos Mesters.

Holandês de nascimento, Frei Carlos Mesters adotou o Brasil como sua casa aos 17 anos. E muito cedo tornou-se um entusiasta de um movimento que passou a se chamar de Leitura Popular da Bíblia.

Quando fala ao povo sobre a Bíblia, Frei Carlos recorre às vezes a algumas imagens familiares, impregnadas de reminiscências da infância.  A Bíblia é como um álbum de família.  Numa desordem organizada, seguindo o ritmo da vida, oferece um espelho da família.

Enfeita e reúne, na sequência das páginas, o registro de cenas e fatos distantes no tempo.  Anos e anos podem ser folheados num minuto. Vêm emendados, um no outro, acontecimentos com séculos de distância.

Descubra essas palavras!
Confira três publicações de Carlos Mesters pelo CEBI:

Em forma de diálogo leve, agradável bate-papo, Carlos Mesters (frade carmelita) e Márcio Lúcio de Miranda (médico, psicoterapeuta com especialização em autoajuda) falam das Bem-aventuranças como se estivessem trocando receitas de remédio caseiro: – queremos falar das bem-aventuranças, não só do jeito que elas estão escritas nos evangelhos, mas também e sobretudo do jeito que elas estão acontecendo, até hoje, na vida das pessoas, nas conversas do dia-a-dia que como bula informal do remédio caseiro, trazem alívio para a dor e produzem a conversão através da escuta amorosa e da relação de ajuda.
Código: A125
Editora: CEBI / CIAP / PAULUS / O LUTADOR
Número de páginas: 269

 

Basta começar a ler para perceber que o Evangelho de João é diferente dos outros três. É que no Quarto Evangelho não temos fotografias de Jesus, mas sim um raio-X, tanto de Jesus, da sua mensagem e da sua prática, como de seus seguidores e seguidoras, das comunidades, da sociedade e do mundo. Ele revela na chapa da vida o que só o olho da fé enxerga. O Evangelho de João ensina como tirar raio-X da vida hoje. 2000.
Número: PNV147/148
Editora: CEBI
Número de páginas: 147

 

Neste livro, Carlos Mesters e Mercedes Lopes nos trazem belos roteiros de estudo sobre a Carta aos Filipenses na perspectiva de uma correspondência entre pessoas amigas. Pela amizade passam na carta a partilha, o amor mútuo, a pertença, a evangelização como um trabalho de equipe e a alegria em qualquer situação.
Código: A108
Editora: CEBI
ISBN: 9788577330713
Número de páginas: 69

 

Assista o vídeo com a fala de Frei Carlos:

Frei Carlos e o CEBI [por Eliseu Lopes*]

O CEBI é como uma planta rasteira que se esparrama e, na sua aparente fragilidade, leva a força irresistível da vida. A semente dessa planta foi lançada, em Angra dos Reis, no final de 1978, através dois cursos de caráter nacional.

Em 1979 foi semeada regionalmente no Nordeste, no Centro-Oeste e no Sul. Para frei Carlos, seu único mérito é de ter sido o semeador no terreno fértil e ter preparado as comunidades populares.

Quem o acompanhou, nesses primórdios do CEBI, sabe da sua total e incansável dedicação.  Começou uma fase de intensa produção, digamos, informal e espontânea, em que se desenvolveu e aprimorou aquele carisma de comunicador da Palavra que todos reconhecem nele.

Ele próprio deve ter perdido a conta dos cursos que assessorou, dos textos que escreveu, das reuniões de que participou, das entrevistas e reportagens que deu.  Como não se atribui nenhum direito de propriedade privada sobre o que sai de sua boca ou brota de sua pena, sua palavra, falada ou escrita, espalhou-se com a liberdade de uma “brisa leve”, para usar uma imagem que lhe é cara, criando um clima novo na atmosfera bíblica.

Por fazer questão de sempre escrever de maneira clara e popular, frei Carlos é acusado pela empáfia de alguns “doutoraços” de não passar de um “vulgarizador” da Bíblia, sem quilate científico.  Esquecem-se de que a obra da vida de Jerônimo, o patrono dos exegetas, foi a Vulgata, e de que o grande ideal de Lutero foi o de vulgarizar a Bíblia.

Dom Tomás Balduino revida: “criticam porque Frei Carlos não é um simples compilador nem se contenta em fazer autópsia bíblica.

Em 1988, quando o Estadão publicou, com estardalhaço, um longo artigo feito de ataques contra Carlos Mesters e o CEBI, foi grande a repercussão.  Repórteres de jornais e revistas iam ao CEBI ou telefonavam, à cata de informações e queriam marcar entrevistas com frei Carlos.

Na falta de notícia, publicavam especulações sobre supostos processos em andamento no Vaticano. Frei Carlos se esquivou da imprensa, mas preparou uma resposta contundente a todas as acusações para distribuir aos amigos e interessados. É assim o Frei Carlos: para defender o povo, não lhe falta audácia nem vigor. Quanto às acusações que lhe são assacadas, simplesmente as ignora para não prejudicar seu trabalho com o povo.

O povo, com quem ele se identifica, é que, neste caso, se sentiu atingido, como provam as inúmeras cartas e abaixo-assinados de repúdio aos ataques que recebeu então.

Fonte: Informações da página comemorativa pelos 80 anos do Frei Carlos, mesters80anos.blogspot.com.br, 12/12/2011.

*Eliseu Lopes (in memorian) foi secretário executivo do CEBI por muitos anos. O presente texto encontra-se publicado em versão ampliada no livro Reflexos da Brisa Leve, publicado por ocasião do aniversário de 60 anos de Frei Carlos Mesters.