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Reconciliação, Perdão e Comunidade: o Caminho Proposto por Jesus

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 O Evangelho de hoje nos apresenta os diversos passos a dar quando um cristão peca contra outro. Em cada etapa (discussão pessoal, discussão diante de testemunhas, discussão diante de toda a comunidade), o propósito é devolver à comunidade o cristão que pecou. Não se especifica a natureza do pecado, mas indica-se que se trata de uma quebra de relação que precisa ser restaurada por intermédio do perdão.

O primeiro passo é iniciado pelo ofendido (“Vai e mostra a falta”), em um encontro privado (quando ambos estejam sós). Este passo reconhece que pecar contra outro é sério, rompe a relação e precisa de uma ação restauradora. O segundo passo envolve uma conversa e testemunhas adicionais (“Tome contigo mais uma ou duas pessoas, para que cada palavra possa ser comprovada pela evidência de duas ou três testemunhas”). A testemunha representa a autoridade e o desejo da comunidade pela reconciliação, e a comunidade reconhece o poder para tomar a decisão final.

A designação de membro excomungado como pagão ou coletor de impostos, no versículo 17, é estranha, em vista da abertura de Jesus para os dois grupos. Pagãos e cobradores de impostos são objetos de missão, pessoas a serem conquistadas para a comunidade de discípulos. A ação comunitária não pode contentar-se com a exclusão, e sim construir a unidade que manifesta a presença do próprio Jesus.

Em seu contexto atual, dentro dos conselhos de Jesus a uma comunidade dividida, é provável que os ditos sobre ligar e desligar mencionado no versículo 18 e os dois ou três reunidos em nome de Jesus, versículo 19-20, refiram-se ao poder da comunidade de excluir membros pecadores como último recurso. A comunidade tem de discernir a presença ou ausência de arrependimento e perdão e determinar se o ofensor está dentro ou fora da comunidade.

No versículo 18, é prometido aos discípulos que Deus estará por trás de suas decisões na terra. Esta comunidade conciliadora e orante, comprometida com Jesus (“em meu nome”), é o lugar da presença de Jesus, representada por estes atos, e encontra-se neles. (“Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estou lá no meio deles”). O acordo da comunidade reunida em oração será aceito por Deus, porque Ele está presente na oração da comunidade de maneira especial. Essa presença de Deus é encontrada em uma comunidade misericordiosa, inclusiva, comprometida com a reconciliação e o perdão.

Essa reflexão foi preparada pela equipe do CEBI de Severiano Melo-RN: Andreia, Teresa Cristina, Jória, Emirene, Socorro e Emurielly.

Um abraço fraterno a todos.

Fiquem com Deus e que a Palavra de Deus nos ajude a construir, todos os dias, uma comunidade de reconciliação, perdão e amor.