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Em tempos turbulentos, com as ondas agitadas, nem sempre conseguimos manter o rumo, o prumo, a prudência e a criatividade necessárias para
navegar. Mas, como dizia o poeta “não sou eu quem me navega, quem me navega é o mar”.
Longe de acreditarmos em uma intervenção mágica divina, ou mesmo em uma imagem de Deus não dispensa a existência viva e criativa de toda a natureza… é importante nos darmos conta de que a tarefa de ‘reencantar’ a vida e todas as condições para que esta seja de justiça, paz e bem viver, é a convocação que vem do mais profundo de cada uma, de cada um de nós. Mas de quem seria essa tarefa? É a pergunta que movimenta esta pequena cartilha. Será daqueles ‘representantes’ políticos? Será dos eleitores em tempos de idas às urnas? Será da cidadania pessoal e também comunitária que vive em cada recanto de nosso país?
Neste movimento de cidadania e criatividade chegaram muitas parcerias – o MNFP (Movimento Nacional de Fé e Política), o CEBI Nacional, o CEBI MG,
o CEBI BA, CEBI NE (Centro de Estudos Bíblicos), a PJ Nacional (Pastoral de Juventudes), o Nós na Criação, o Sementes da Democracia, a CEEL
(Comunidade Ecumênica de Espiritualidade Libertadora), o Coletivo Política e Religião.
Convidamos a você a reunir seu grupinho, seja familiar, amigo, no bairro, na comunidade, na igreja, no terreiro, no campo – “onde estiverem dois ou
três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18,20) – e caminharem por estas páginas conversando sobre suas comunidades,
pensando em formas de ‘reencantar’ a Política, no fazer político cotidiano, próximo, em cada recanto do existir.
Nosso caminho de ‘reencantar a Política’ vem do Amor Divino que se faz comunicação, criação, comunidade e, por isso mesmo, nos anima, nos orienta e fortalece nesta direção.
Sim, a espiritualidade é nosso motor mais potente e renovador. Sim, as espiritualidades são nosso motor mais potente e renovador.
“E a Política se revelará como a arte brincante da beleza do cuidado e do
carinho social. E, em nosso dia a dia,
viveremos o ensaio dos novos céus e novas terras
nos quais todos nós poderemos
ver e sentir a morada divina no meio de nós.
E o Amor Divino poderá, de novo, dizer:
“Sou eu que faço novas todas as coisas” (Ap. 21, 5).”
Marcelo Barros
Rosemary Fernandes
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