Deus Domina o Mar e Conduz a Vida

REFLEXÃO DO EVANGELHO DE Mt 14,22-33
ALCEU JOSÉ FACCO E KARLA FACCO
Nós, do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), queremos levar até vocês UMA MENSAGEM DE AMOR ATRAVÉS DA PALAVRA DE JESUS CRISTO hoje no Evangelho de Mt 14,22-33. Que a Graça e Paz de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo nos ilumine neste dia e seja uma Boa Notícia para todos…. O Senhor esteja conosco. Ele está no meio de nós. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo proclamado pela comunidade de Mateus.
“Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” 28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou. 33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Jesus depois de realizar a partilha dos pães com a comunidade, envia os discípulos a avançarem para águas mais profundas para irem além do mar, onde a comunidade de fé não tinha alcançado. A barca simboliza a comunidade. Ela tem a missão de dirigir-se aos pagãos e de anunciar também entre eles a Boa Nova do Reino que gera um novo jeito de viver em comunidade. O Reino é para todos, mas a travessia tem sempre as controvérsias, os perigos e a demorada. A barca é agitada pelas ondas, pois o vento era contrário.
O projeto de Jesus começava a incomodar porque ele contrariava o sistema político, econômico e religioso da época. Apesar de os discípulos terem remado a noite toda, falta muito para chegar à terra. Faltava muito para as comunidades fazerem a travessia para ir ao encontro dos pagãos. Jesus não foi com eles. Ele queria que aprendessem a superar as dificuldades da vida juntos, unidos e fortalecidos pela fé.
Os contrastes sociais eram grandes e os desafios se estendiam por todos os lugares. O mar que representava o poder contrário a vida estava revolto e desafiava as estruturas, Jesus ouve o clamor dos discípulos e não os deixa sós.
Jesus foi ao encontro dos discípulos, andando sobre as águas, chegou perto deles, mas eles não o reconheceram. Gritavam de medo, pensando que fosse um fantasma. Jesus os acalmou dizendo: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!” A expressão “Sou eu!” é a mesma com que Deus fortaleceu Moisés quando o enviou para libertar o povo do Egito (Ex 3,14). Para as comunidades, tanto de ontem como de hoje, era, e é muito importante ouvir repetidamente a palavra: “Coragem! Sou eu! Não tenham medo!”
Pedro pede para andar sobre as águas. Quer experimentar o poder que domina a fúria do mar. Um poder que só Jesus tem. Jesus permite que ele participe deste poder. Mas Pedro tem medo. Pensa que vai afundar e grita: “Senhor! Salva-me!” Jesus segura-o e repreende-o: “Homem fraco na fé! Por que duvidou?” Pedro tem mais força do que ele imagina, mas tem medo das ondas contrárias e não acredita no poder que existe nele. As comunidades não acreditam na força do Espírito que existe dentro delas e que atua por meio da fé de Jesus, por isso não conseguimos realizar as transformações necessárias em nossas comunidades. (Ef 1,19-20). Pedro quer seguir Jesus com poderes extraordinários. No entanto, Jesus lhe mostra ser seu discípulo é segui-lo no caminho da cruz, do serviço e da partilha.
Jesus entra na barca, ordena o vento e o mar e tudo se acalma. Os discípulos ficam maravilhados e ajoelham-se diante Dele, reconhecendo que Ele é verdadeiramente o Filho de Deus. Quando reconhecemos a presença de Jesus em nosso meio, já não temos medo das tempestades, dos desafios e marés da vida. Ficamos segurando firmes em sua mão e enfrentamos os ventos contrários.
Como nos diz o canto “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de Deus e vai!” As ondas do mar provocam medo e pavor. Era esta a situação em que se encontravam os discípulos e discípulas na época de Mateus, boiando no mar da vida dentro do barquinho da comunidade. Ninguém tem a possibilidade de controlar a força das ondas a não ser Deus (Gn 1,2). Mateus relata a caminhada de Jesus sobre as águas para que as comunidades não se assustem nem afundem como Pedro, mas tenham a firme convicção de que em Jesus Ressuscitado está a força criadora de Deus a nos sustentar.
Depois que Jesus se juntou a eles, são os discípulos que confessam a fé em Jesus, filho de Deus. Mais tarde, Pedro terá a mesma fé em Jesus, filho de Deus, e nós também precisamos ter a fé de Jesus se quisermos ser sinal de Justiça e transformação neste mar revolto em que vivemos. Que o Deus que domina o mar e conduz a vida, o Deus que desafia os sinais do mundo nos abençoe em nome de Deus Pai, Deus filho e Deus Espirito Santo. Paz e Bem!
Curitiba, 04.08.26